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Superlotação após desabamento gera caos no presídio feminino Estevão Pinto, em BH

  • 9 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

fonte: o tempo
fonte: o tempo
O desabamento de uma platibanda no Anexo 3 do Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, no bairro Horto, Região Leste de Belo Horizonte, agravou a superlotação e desencadeou uma série de problemas dentro da unidade. Com 23 celas interditadas, relatos de detentas apontam mistura de regimes, brigas constantes, condições precárias e situações de tensão — cenário que vem sendo descrito como caótico. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) nega todas as denúncias.

Uma das internas, em entrevista a O TEMPO, afirmou que a estrutura do presídio já apresentava falhas antes mesmo do acidente. No fim de semana, parte do telhado de outro anexo também teria caído, porém, a Defesa Civil não foi acionada. Segundo ela, há infiltrações, mofo e danos estruturais que comprometem a segurança e a saúde das detentas. No Anexo 4, onde ficam internas do semiaberto, a água escorre pelas paredes e molha as camas.

Com o desabamento, cerca de 70 presas — incluindo mulheres classificadas como de “segurança máxima”, envolvidas em crimes graves ou facções — foram deslocadas para áreas destinadas a detentas do regime comum, que têm autorização para trabalho externo. Cada cela, projetada para 18 pessoas, passou a abrigar até 35 internas.

A convivência forçada entre perfis distintos, somada ao ambiente superlotado, tem provocado conflitos, confusão e risco de agressões. Detentas que trabalham fora retornam à noite e encontram celas lotadas, barulho intenso e falta de espaço, sendo obrigadas a dormir no chão.

Relatos também mencionam episódios de sexo dentro das celas, o que gerou discussões e agressões. Na segunda-feira (8/12), uma briga envolvendo três mulheres teria sido motivada por esse tipo de situação. As três foram encaminhadas ao Centro de Observação Criminológica (COC).

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Gazeta de Varginha

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