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Supostas cartas de Natalie Harp a Trump revelam relação de grande proximidade

  • há 43 minutos
  • 2 min de leitura

Duas cartas supostamente enviadas pela assessora Natalie Harp ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foram divulgadas pelo jornal Daily Beast. Os documentos apresentam declarações de forte proximidade e devoção de Harp ao presidente. A CNN Brasil informou que não conseguiu confirmar de forma independente se as cartas foram realmente escritas ou enviadas por ela.

Segundo o Daily Beast, as cartas teriam sido obtidas por Michael Wolff, biógrafo de Trump, a partir de uma fonte do governo americano. O conteúdo teria sido descoberto entre documentos impressos que Harp entregava ao presidente e, posteriormente, fotografado e compartilhado entre integrantes da campanha.

Em uma das mensagens, Harp teria chamado Trump de seu “guardião e protetor” e afirmado que ele era “tudo” o que importava para ela. A carta terminaria com a assinatura “Com todo o meu coração, Natalie”.

As cartas teriam sido escritas em 2023, durante ou pouco depois de uma viagem de Trump à Escócia e à Irlanda. Na época, Harp tinha 31 anos e Trump, 76.

Em uma das mensagens, a assessora teria pedido desculpas por situações ocorridas durante a viagem. Ela mencionou um episódio envolvendo um veículo que teria sido impedido de continuar até o aeroporto e afirmou que deveria ter procurado o Serviço Secreto em vez de ligar para Trump.

Harp também teria se desculpado por ter caminhado pelo campo de golfe em vez de utilizar um carrinho e pediu perdão caso tivesse feito alguma outra coisa que pudesse ter causado problemas ao presidente.

Em outro trecho, a assessora teria afirmado que queria que a relação entre os dois permanecesse bem. Ela também teria relatado estar tão concentrada no trabalho que estava deixando de comer e dormir adequadamente.

Na segunda carta, Harp teria agradecido a Trump por fazê-la se desconectar das obrigações profissionais. Ela descreveu momentos em que os dois passaram juntos no campo de golfe e afirmou que, naquela situação, conseguiu conversar com o presidente sem precisar desempenhar o papel pelo qual era conhecida dentro da equipe.

A assessora também teria escrito sobre o desgaste provocado pela rotina profissional e comparado sua situação com a de mulheres que, segundo ela, pareciam ter como única função conversar com Trump e cuidar da aparência.

Harp é conhecida como uma espécie de “gatekeeper” de Trump, por controlar o acesso ao presidente. Funcionários também teriam dado a ela o apelido de “Human Printer”, devido ao hábito de imprimir reportagens e informações consideradas positivas para entregar ao presidente.

A divulgação das cartas ocorreu dias depois de declarações do senador democrata Jon Ossoff, da Geórgia, que fizeram referência à proximidade entre Trump e Harp. O irmão da assessora também havia falado à CNN sobre o comportamento dela e afirmou que ela teria escrito cartas para outros presidentes.

A Casa Branca foi procurada pela CNN Brasil para comentar especificamente o conteúdo das cartas. O porta-voz Davis Ingle já havia descrito Harp como uma das assessoras mais leais e dedicadas da equipe de Trump, mas essa declaração não foi dada especificamente em resposta às supostas cartas.

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Gazeta de Varginha

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