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SUS inclui teste imunoquímico fecal para rastreamento do câncer colorretal

  • 10 de ago.
  • 2 min de leitura

Reprodução
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O Ministério da Saúde incluiu o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) para o rastreamento do câncer colorretal. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (10) e é destinada a homens e mulheres assintomáticos com idade entre 50 e 75 anos. A norma já está em vigor, mas o novo procedimento começará a ser registrado nos sistemas do SUS a partir do próximo mês.

O exame será realizado a cada dois anos como estratégia de rastreamento da doença e estará disponível na modalidade ambulatorial, classificado como procedimento de atenção básica. A incorporação faz parte de um novo protocolo anunciado pelo Ministério da Saúde em maio para ampliar a identificação precoce do câncer colorretal no país.

O FIT pesquisa a presença de sangue oculto nas fezes, ou seja, pequenas quantidades que não podem ser identificadas visualmente. A presença desse sangue pode estar relacionada a pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. O teste utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano.

Para realizar o exame, o paciente recebe um kit e pode fazer a coleta da amostra de fezes em casa, utilizando uma haste própria. O material é colocado em um tubo coletor e encaminhado posteriormente para análise laboratorial. O procedimento não exige preparo intestinal, não requer dieta restritiva antes da coleta e pode ser feito com uma única amostra.

Segundo informações divulgadas sobre a incorporação, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações. A estratégia utiliza o exame como uma forma menos invasiva de rastreamento populacional e busca facilitar a adesão da população ao acompanhamento preventivo.

A norma estabelece, porém, que o FIT incorporado à tabela do SUS seja utilizado exclusivamente para o rastreamento bienal de pessoas assintomáticas. Portanto, o procedimento não é destinado à investigação diagnóstica de pacientes que já apresentam sintomas ou suspeita clínica de câncer, que devem seguir o fluxo de investigação indicado pelos serviços de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, a inclusão do teste pode ampliar o acesso à prevenção e à detecção precoce do câncer colorretal para mais de 40 milhões de brasileiros dentro da faixa etária estabelecida. O câncer colorretal está entre os tipos de câncer mais frequentes no país quando são excluídos os tumores de pele não melanoma.

A portaria também alterou a descrição de um procedimento que já fazia parte da tabela do SUS para pesquisa de sangue oculto nas fezes. Com a mudança, a descrição passa a contemplar diferentes métodos e técnicas utilizados no rastreamento do câncer colorretal. Para homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos, deverá ser registrado especificamente o novo procedimento correspondente ao Teste Imunoquímico Fecal.

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Gazeta de Varginha

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