Suspeito confesso de chacina em Juiz de Fora planejava matar também a família do irmão, afirma delegada
8 de jan.
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fonte: o tempo
O homem de 42 anos que confessou ter assassinado o próprio pai, a madrasta, duas irmãs e o sobrinho de apenas 5 anos revelou à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) que pretendia matar também a família do irmão. A informação foi confirmada pela delegada Camila Miller, da 7ª Delegacia de Polícia Civil de Juiz de Fora.
Segundo a investigadora, em depoimento prestado na quarta-feira (7), o suspeito relatou detalhadamente cada etapa do crime, de forma coerente com as provas já reunidas. O plano de ampliar a chacina só não foi concretizado porque ele não conseguiu acessar o apartamento do irmão, onde dormiam o casal e duas crianças. Ao perceber o silêncio no imóvel, o homem desistiu da ação. “Se o irmão tivesse ouvido e saído, provavelmente teríamos mais vítimas, inclusive a esposa e as duas crianças”, afirmou a delegada.
Durante o relato, o investigado contou que acreditava que uma das irmãs seria a primeira pessoa a sair de casa, mas disse estar disposto a matar qualquer pessoa que encontrasse. Após o primeiro ataque, ele foi até outro imóvel da família e chegou a subir de andar em busca do sobrinho, que acabou sendo morto enquanto dormia. Para a delegada, os elementos indicam que o crime foi premeditado.
Camila Miller destacou ainda que o suspeito não demonstrou emoção ou arrependimento ao longo do depoimento, mantendo uma postura fria e emocionalmente estável. No entanto, ao falar sobre a motivação, o discurso se mostrou confuso e desconexo. Ele alegou ter sido prejudicado pelo pai ao longo da vida, mencionou supostas dívidas feitas em seu nome e chegou a citar histórias sem comprovação, como participação em um grupo policial estrangeiro e situações de abuso.
Relatos de familiares apontam que o homem apresentava sinais de transtornos psicológicos nos últimos tempos e chegou a ser orientado a procurar ajuda médica, mas não aceitou a sugestão e se afastou da família. Apesar disso, ele ainda manteve contato recente com os parentes e passou o último Natal com eles.
As investigações devem ser concluídas em até 10 dias. O suspeito deve ser indiciado por cinco homicídios, com ao menos uma qualificadora relacionada ao meio que dificultou a defesa das vítimas. A delegada também não descarta a realização de exames psicológicos após a conclusão do inquérito, medida que poderá ser solicitada pelo Ministério Público para avaliar se o crime foi cometido em eventual surto.
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