Suspeito da “Gangue da Maquininha” é preso após enganar idosa e causar prejuízo de até R$ 10 mil em BH
8 de dez. de 2025
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fonte: o tempo
Um homem de 27 anos, apontado pela Polícia Militar como integrante da chamada “Gangue da Maquininha”, foi preso na noite desta sexta-feira (5/12) após aplicar um golpe contra uma idosa de 63 anos na rua do Ouro, no bairro Serra, região Centro-Sul de Belo Horizonte. A vítima relatou aos militares ter sofrido prejuízo entre R$ 8 mil e R$ 10 mil.
Segundo o soldado Arcanjo, do 22º Batalhão da PMMG, a idosa informou que vinha recebendo mensagens de uma suposta loja, que prometia entregar um “presente” ainda naquela tarde. Desconfiada após perceber movimentações estranhas, ela procurou a polícia, que passou a monitorar sua residência.
Durante a vigilância, os militares avistaram dois homens em motocicletas agindo de forma coordenada. Um deles estacionou na porta da casa da vítima, enquanto o comparsa dava cobertura a distância. A PM conseguiu abordar e prender o suspeito que estava em frente ao imóvel; o segundo fugiu por uma área de mata no Aglomerado da Serra e ainda não foi localizado.
Com o preso foram apreendidas duas maquininhas de cartão, dois celulares, R$ 220 em dinheiro e as motos utilizadas no golpe. O suspeito possui passagens anteriores por furto, roubo, tráfico de drogas e posse ilegal de arma. Ele foi encaminhado à Central de Flagrantes (Ceflan 1), no bairro Floresta, região Leste.
Como age a “Gangue da Maquininha”
Conforme explica o soldado Arcanjo, o golpe tem se tornado recorrente em Belo Horizonte e cidades da região metropolitana. Os criminosos se passam por representantes de uma loja conhecida e afirmam que enviarão um presente à vítima. Para recebê-lo, alegam que é necessário pagar apenas o valor do “translado” do motoboy.
No momento do pagamento, os golpistas dizem que a senha foi recusada e sugerem que a vítima ligue para a central do cartão. Enquanto ela realiza a ligação, os criminosos aproveitam a distração para observar ou captar a senha informada. Como a maquininha usada não possui bobina, nenhum comprovante é impresso — facilitando transações sem que a vítima perceba.
Além disso, segundo a PM, o grupo também coleta dados das vítimas para clonar cartões e costuma realizar compras que variam entre R$ 3 mil e R$ 10 mil.
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