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Tiros, medo e fuga: casa de moradora é metralhada em meio à guerra do tráfico no Buraco Quente

  • 13 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

fonte: estado de minas
fonte: estado de minas
A noite foi novamente de pânico para os moradores da Pedreira Prado Lopes, na região Noroeste de Belo Horizonte. Na quarta-feira (12), uma casa localizada no Beco 21 de Abril, na comunidade conhecida como Buraco Quente, foi metralhada por criminosos. O ataque ocorreu um dia após uma série de tiroteios que resultaram em duas mortes e na prisão de quatro suspeitos ligados a uma disputa entre facções pelo controle do tráfico de drogas na região.
Segundo a Polícia Militar, o alvo do ataque era o imóvel de uma mulher identificada como tia de um dos suspeitos que pertence ao grupo que tenta retomar o domínio do Buraco Quente. O sobrinho da vítima teria escondido armas da facção rival na casa, o que motivou a ofensiva criminosa.
Por volta das 21h, cinco homens armados chegaram ao local e tentaram invadir a residência. Eles gritaram para que a moradora abrisse o portão, mas, com medo, ela permaneceu trancada junto da filha e do neto. Os suspeitos arrombaram o primeiro portão e, ao não conseguir abrir o segundo, começaram a disparar várias vezes contra a casa. Dois tiros atingiram a janela do quarto onde estavam a filha e o neto da mulher.
Após o tiroteio, vizinhos acionaram a PM, mas os criminosos fugiram antes da chegada das viaturas. Com base em informações repassadas pela vítima, os policiais localizaram o endereço de um dos suspeitos e prenderam dois homens durante buscas no imóvel.
A mulher contou que foi orientada pelos militares a deixar a região por segurança. Ainda na mesma noite, com apoio da PM, ela se mudou da comunidade, levando seus pertences, móveis e roupas. O destino da família não foi revelado.
De acordo com a corporação, o ataque tem relação direta com a tentativa de membros de uma facção criminosa de recuperar armas escondidas na residência. A disputa pelo território do Buraco Quente se intensificou desde a morte de Denis Chai, apontado como líder do tráfico local, assassinado em janeiro deste ano.

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Gazeta de Varginha

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