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Tragédia de Mariana: advogada explica próximos passos da ação contra BHP no Reino Unido

  • 14 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

fonte: itatiaia
fonte: itatiaia
O escritório Pogust Goodhead, que representa centenas de milhares de atingidos pela tragédia de Mariana, detalhou nesta quinta-feira (13) as etapas seguintes da ação que tramita na Justiça do Reino Unido. A juíza Finola O’Farrell decidiu que a mineradora BHP, acionista da Samarco, é responsável pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015.
A decisão representa revés para a companhia e abre caminho para a fase decisiva do processo, marcada para outubro de 2026, quando serão avaliados os valores das indenizações — estimadas pelos advogados em até R$ 260 bilhões. A advogada Caroline Narvaez, que integra a equipe responsável pelo caso, apresentou detalhes sobre o andamento do julgamento e os critérios que serão analisados na próxima etapa.
Segundo Narvaez, a fase em curso será voltada à quantificação dos danos sofridos pelos 620 mil litigantes — número que inclui 31 municípios e diversas comunidades, entre elas indígenas, quilombolas e moradores que perderam casas, familiares ou o acesso à água. “Em sendo condenada, como foi, existe a necessidade de avaliar qual foi o impacto sofrido pelas vítimas [...] Tudo isso vai ser quantificado agora nessa segunda fase de julgamento”, afirmou.
A advogada também informou que haverá uma audiência nos dias 17 e 18 de dezembro para definir o cronograma da ação. A etapa de avaliação de danos está prevista para durar cerca de seis meses, com conclusão estimada para abril de 2027.
O rompimento da barragem de Fundão deixou 19 mortos, destruiu o distrito de Bento Rodrigues e atingiu a Bacia do Rio Doce, impactando 2,5 milhões de pessoas em 49 cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo. Em resposta, a BHP afirmou que recorrerá da decisão britânica e que mantém o compromisso de seguir com o acordo firmado no Brasil em outubro do ano passado.

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Gazeta de Varginha

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