'Transação suspeita' e 'funcionário bandido': criminosos usam IA para enganar clientes de bancos
21 de jun. de 2024
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Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
Bandidos têm usado inteligência artificial para simular gravações telefônicas e enganar clientes de bancos. Em diferentes modalidades de golpes, os criminosos ligam se passando por funcionários e tentam obter algum tipo de vantagem financeira. De acordo com José Gomes, diretor do Comitê de Prevenção a Fraudes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os bancos até podem entrar em contato com os clientes, mas nunca pedem dados pessoais ou senhas de acesso.
“Ao receber uma ligação suspeita solicitando senhas ou dados pessoais, desligue imediatamente e de outro telefone, entre em contato com os canais oficiais de seu banco. Os bancos podem entrar em contato com os clientes para confirmar transações suspeitas, mas nunca solicitam dados pessoais, senhas, atualizações de sistemas, chaves de segurança, pagamentos ou estornos de transações nestes contatos", alerta.
"Transação suspeita"
Ao atender a ligação, o cliente é informado sobre uma suposta compra aprovada em alguma loja do varejo ou ainda uma suposta transação suspeita de Pix. O bandido informa o valor e dados da transação. Na gravação, o cliente tem duas opções: reconhecer a transação ou desconhecer e ser direcionando para um falso atendente.
Ao atender, o golpista diz que a transação está em análise e que por isso ainda não aparece na fatura ou no extrato bancário do cliente, para não levantar suspeitas.
O golpista afirma que para resolver o assunto, o consumidor deve fazer algumas ações: realizar transação para regularizar o suposto problema, instalar aplicativos de acesso remoto e fornecer dados pessoais, como número de conta e senha.
Em outras variações do golpe, os criminosos estão enviando SMS solicitando que o cliente entre em contato com uma falsa central de atendimento, com um número 0800, para esclarecer a questão ou ainda enviam e-mails com links fraudulentos para roubar dados pessoais e senhas.
"Funcionário bandido"
Outra situação que vem sendo usada pelos criminosos é ligar para o cliente e dizer que a conta dele está sendo fraudada por um colaborador do próprio banco e que, para resolver o problema, é necessário transferir o valor para uma chave ou conta segura. E quando o cliente faz essa transferência, na verdade, está enviando dinheiro para a conta de um golpista.
Os bandidos chegam a orientar o cliente que os bancos devem bloquear a transação e ligar para confirmar essa situação suspeita. Nessa ligação, o cliente precisa confirmar e dizer que está fazendo um investimento ou uma operação particular, confirmando que a operação deve ser feita. Qualquer um desses comportamentos é suspeito e sinal de golpe.
Orientação é nunca informar senhas
A Febraban também afirma que os criminosos estão usando o nome da entidade no golpe das falsas gravações e esclarece que a entidade é uma associação civil sem fins lucrativos, que reúne instituições financeiras do país. No desempenho de suas atividades, a entidade não tem relacionamento direto com clientes e usuários do sistema bancário.
Desta maneira, a Febraban ressalta que não contata pessoas físicas ou jurídicas por SMS, ligação telefônica, carta, e-mail, WhatsApp ou quaisquer redes sociais, para realização de procedimentos de segurança ou para efetivação de operações financeiras. Trata-se de modalidade de golpe.
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