Trotes ao 192 somam milhares de chamadas falsas e prejudicam atendimentos em MG
19 de jun.
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Divulgação/Minas Gerais registra mais de 92 mil trotes ao SAMU em um ano e acende alerta
Minas Gerais registra mais de 92 mil trotes ao SAMU em um ano e acende alerta sobre uso indevido do 192.
Minas Gerais registrou mais de 92 mil ligações indevidas e trotes para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no último ano, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). O volume expressivo acende um alerta sobre os impactos dessas chamadas falsas no atendimento de ocorrências reais.
Somente em janeiro, foram registradas mais de 9 mil ligações falsas, o que representa cerca de 5% do total de chamadas recebidas no período. A média estadual é de aproximadamente 300 trotes por dia.
De acordo com os dados, o problema afeta diretamente o funcionamento do sistema de urgência, já que os atendentes precisam seguir protocolos de verificação antes de identificar uma chamada como falsa, o que pode ocupar linhas e atrasar atendimentos reais.
Além disso, há registros de mobilização de equipes de resgate e ambulâncias em situações classificadas como “código vermelho”, deslocadas para ocorrências inexistentes, o que compromete o atendimento de casos graves simultâneos.
Crime e punições
Passar trote para serviços de emergência não é considerado brincadeira e pode configurar crime previsto no Código Penal Brasileiro, com pena que pode chegar a até três anos de detenção, além de multa.
Em Minas Gerais, há também legislação estadual que prevê penalidades financeiras ao titular da linha telefônica utilizada para acionar falsamente serviços como o SAMU, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.
Medidas de combate
Para enfrentar o problema, o governo estadual tem adotado medidas em duas frentes principais: o uso de sistemas antitrote, que permitem identificar e bloquear números reincidentes, e campanhas educativas voltadas à conscientização da população sobre o uso correto do número 192.
A orientação das autoridades é para que a população utilize os serviços de emergência de forma responsável, garantindo prioridade para situações reais de risco à vida.
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