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Trump anuncia investimento de até US$ 400 milhões nos republicanos para eleições de meio de mandato; aprovação cai para 31%

há 5 horas
2 min de leitura

Reprodução
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (20) que vai destinar ou já destinou mais de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) para apoiar candidatos do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. A declaração foi feita na rede social Truth Social, em mensagem em que ele classifica a disputa como "as eleições de meio de mandato mais importantes da história do nosso país". Segundo o comunicado, mais de US$ 300 milhões já foram aplicados em publicidade, contato direto e indireto com eleitores, comícios presenciais e virtuais, programas de mobilização e iniciativas ligadas à integridade eleitoral.

Trump justificou o volume de recursos também por acontecimentos externos: "Tendo testemunhado o que está ocorrendo na França e em outros lugares da Europa", escreveu, decidiu ampliar o apoio financeiro ao partido. Na véspera, havia afirmado que, se os democratas vencerem, os Estados Unidos poderão presenciar cenas semelhantes aos distúrbios registrados em manifestações no continente europeu. A estratégia busca vincular a votação doméstica a um cenário internacional de instabilidade social, ao mesmo tempo em que o presidente pede aos eleitores que participem como se ele próprio estivesse na cédula — já que o voto não é obrigatório no país.

Apesar do esforço financeiro, o momento político é desfavorável para o presidente. Levantamento da Reuters/Ipsos divulgado na segunda-feira (19) mostra que apenas 31% dos americanos aprovam o desempenho de Trump — queda de um ponto percentual em relação à pesquisa de duas semanas antes e o índice mais baixo registrado durante todo o seu mandato. A discrepância entre o grande aporte de recursos e a baixa popularidade levanta dúvidas sobre a eficácia da campanha e sobre a capacidade de mobilização do eleitorado fiel ao partido.

O resultado das eleições definirá a composição do Congresso dos Estados Unidos nos próximos dois anos. Se os democratas conquistarem maioria na Câmara ou no Senado, ganharão poder de fiscalização sobre a gestão presidencial, o que pode dificultar a aprovação de projetos e agendas do governo. Se os republicanos mantiverem o controle, Trump terá caminho mais livre para implementar suas políticas. Com o prazo se aproximando, os gastos e a intensidade da campanha devem aumentar nas últimas semanas que antecedem o dia da votação.

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