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Um novo voo com brasileiros deportados dos Estados Unidos está previsto para chegar em Fortaleza nesta sexta-feira, segundo informou o governo.

6 de fev. de 2025
2 min de leitura
Reprodução
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O governo federal anunciou nesta quinta-feira (6) que o segundo voo com brasileiros deportados dos Estados Unidos aterrissará em Fortaleza (CE) nesta sexta-feira (7).

De acordo com as autoridades do Ceará, a aeronave trará 135 imigrantes, sendo que 80% dos passageiros são de Minas Gerais.

Esse é o segundo voo de deportados dos EUA a chegar ao Brasil desde a posse de Donald Trump, com o primeiro voo ocorrido no dia 24 de janeiro. Para esta viagem, foi planejado um trajeto mais curto em comparação ao anterior, com o objetivo de reduzir o tempo em que os deportados ficam algemados durante o voo.

O novo voo partirá de Alexandria, na Louisiana, na madrugada desta sexta-feira, fará uma escala técnica em Porto Rico e, em seguida, seguirá para Fortaleza, com chegada prevista para a tarde. A distância percorrida será menor que a do voo anterior, que partiu de Alexandria com destino a Confins (MG) e fez uma escala no Panamá. Na viagem anterior, o avião teve que fazer um pouso emergencial em Manaus (AM) devido a falhas no ar-condicionado.

O novo trajeto foi projetado para diminuir o tempo de viagem e, consequentemente, o período em que os deportados permanecerão algemados.

Ao chegarem a Fortaleza, os deportados serão recebidos e receberão apoio. Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) estará disponível para transportar passageiros que desejarem seguir para Confins/Belo Horizonte (MG). Além disso, o governo de Minas Gerais organizou um esquema de recepção e apoio com base nas experiências anteriores.

Nos aeroportos de Fortaleza e Confins (MG), a Polícia Federal realizará os procedimentos migratórios e de segurança, enquanto a equipe do Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM) prestará apoio aos repatriados, buscando maior celeridade no atendimento. O Ministério dos Direitos Humanos também estará presente para ajudar no acolhimento.

Durante a primeira leva de deportados, em janeiro, houve tensão entre os dois países, pois as autoridades brasileiras não permitiram o transporte de deportados algemados no trajeto entre Manaus e Confins, como exigiam as autoridades dos EUA. No final, o trajeto foi completado em uma aeronave da FAB. Embora a Polícia Federal afirme que é praxe o uso de algemas durante o voo, o governo brasileiro tem autonomia para decidir sobre a recepção dos deportados após sua chegada ao país.

O presidente Lula afirmou recentemente que a política migratória dos EUA é responsabilidade do governo Trump, mas que, uma vez no Brasil, o governo brasileiro decide como proceder com os deportados.

Fonte:G1

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Gazeta de Varginha

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