Uso excessivo de telas pode prejudicar atenção e aprendizado de estudantes
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Uso excessivo de telas pode prejudicar atenção e aprendizado de estudantes.
O uso frequente de celulares e outras telas tem levantado preocupações entre especialistas em educação e neurociência. Estudos apontam que o contato constante com dispositivos digitais pode afetar diretamente a capacidade de concentração e o controle de impulsos de quem está em processo de aprendizagem.
Segundo a professora e pesquisadora Fernanda Mendes Resende, o principal problema não está apenas no tempo total de exposição às telas, mas nas interrupções frequentes provocadas pelo hábito de verificar o celular repetidamente. Esse comportamento fragmenta a atenção e dificulta a manutenção do foco em atividades que exigem concentração prolongada, como a leitura, a resolução de problemas e o acompanhamento de aulas.
Pesquisas indicam que estudantes que checam o celular diversas vezes ao longo do estudo tendem a apresentar maior dificuldade em manter o foco. Esse fenômeno é conhecido por especialistas como fragmentação da atenção, que ocorre quando o cérebro precisa alternar constantemente entre estímulos diferentes, reduzindo a capacidade de aprofundamento no conteúdo.
Além disso, o uso constante de dispositivos móveis também pode estar associado a um controle de impulsos mais fraco, o que interfere na disciplina necessária para atividades cognitivas mais complexas. O hábito de alternar rapidamente entre aplicativos, mensagens e redes sociais pode estimular respostas imediatas, dificultando a concentração em tarefas que exigem paciência e continuidade.
No Brasil, a preocupação com os efeitos do uso excessivo de celulares no ambiente escolar levou à criação da Lei que proibe uso de celulares nas escolas no Brasil, sancionada em janeiro de 2025. A norma proibiu o uso de aparelhos durante aulas, recreios e intervalos em escolas, com o objetivo de melhorar o ambiente de aprendizagem.
Mesmo com a legislação em vigor há cerca de um ano, ainda existem desafios para a aplicação da medida. Pesquisas apontam que um em cada seis estudantes admite utilizar o celular escondido, seja para manter contato com familiares ou para acessar redes sociais.
Para a especialista, o caminho não está apenas na proibição, mas também na educação para o uso consciente da tecnologia. Estabelecer momentos específicos para acessar dispositivos, reduzir notificações e criar períodos de estudo sem interrupções são estratégias que podem ajudar a preservar a atenção e melhorar o rendimento acadêmico.
A orientação é que estudantes, famílias e escolas trabalhem juntos para desenvolver uma relação mais equilibrada com a tecnologia, garantindo que os recursos digitais sejam utilizados como ferramentas de apoio ao aprendizado, e não como fatores de distração.
Fonte: InformaçõesPUC Poços de Caldas/Profa. Dra. Fernanda Mendes Resende
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