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Vacinação contra gripe e COVID-19 reduz em até 40% o risco de infarto e AVC

  • gazetadevarginhasi
  • 8 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Manter-se vacinado contra gripe, COVID-19 e outros vírus respiratórios pode ter um impacto poderoso na saúde do coração. De acordo com estudos internacionais, a imunização adequada pode reduzir significativamente o risco de infarto, AVC e até mesmo insuficiência cardíaca — com quedas de até 40% na mortalidade cardiovascular em um ano.
Esses benefícios são ainda mais relevantes para pessoas com doenças cardíacas ou com alto risco cardiovascular. O mecanismo por trás disso está relacionado à resposta inflamatória do corpo a infecções respiratórias, como gripe e COVID-19. Essas infecções podem desestabilizar placas de gordura nas artérias e aumentar a formação de coágulos, o que facilita a ocorrência de eventos cardíacos graves.
Estudos multicêntricos mostram dados consistentes. Um deles, com 2.500 pacientes que já haviam sofrido infarto, indicou que aqueles vacinados contra a gripe apresentaram 41% menos mortes por causas cardiovasculares no período de um ano. Outro estudo, com 5.000 pessoas com insuficiência cardíaca, revelou que a vacinação reduziu em até 24% as internações por agravamento da doença e em mais de 20% a mortalidade geral.
Esses resultados não são exclusivos da vacina contra a gripe. Pacientes vacinados contra a COVID-19 apresentaram até 37% menos necessidade de internação em UTI e cerca de 30% menos mortes. No caso do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), análises indicaram risco até 18 vezes maior de problemas cardíacos graves em quem contrai a infecção e não estava vacinado.
Além disso, estudos mostram que surtos de gripe estão associados a picos de mortes por doenças cardíacas. Um levantamento russo, por exemplo, revelou aumento de 30% nos infartos durante os meses de maior circulação do vírus influenza.
A longo prazo, a vacinação frequente também se mostra vantajosa. Pacientes com insuficiência cardíaca que tomaram ao menos três doses da vacina contra a gripe ao longo de 12 anos tiveram uma redução de cerca de 30% na mortalidade geral — um efeito comparável ao de medicamentos utilizados para prolongar a vida desses pacientes.
Essas descobertas vêm ganhando respaldo em publicações de alto impacto, como The Lancet, New England Journal of Medicine e JAMA, e têm sido destacadas em congressos internacionais de cardiologia. Diretrizes de órgãos como a Sociedade Europeia de Cardiologia já recomendam a vacinação como parte da prevenção secundária para cardiopatas e idosos.
Apesar dos benefícios comprovados, a adesão à vacinação ainda está abaixo do ideal, especialmente entre pacientes cardíacos. A resistência cultural, a desinformação e a disseminação de fake news antivacina são desafios que profissionais da saúde e políticas públicas precisam enfrentar para garantir maior proteção à população.
No Brasil, o SUS oferece gratuitamente vacinas contra gripe, COVID-19 e outras doenças para grupos de risco, incluindo hipertensos e pessoas com problemas cardiovasculares. Segundo especialistas, incluir a vacinação como parte da rotina de cuidados com a saúde cardíaca pode ser decisivo para reduzir mortes e hospitalizações.

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Gazeta de Varginha

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