As mães dizem ter notado comportamentos diferente nos filhos. Conforme a polícia, elas suspeitaram que as crianças foram intoxicadas depois que uma delas contou que a professora teria dado um remédio. As mães trocaram informações em um aplicativo de mensagens e outras crianças repetiram a informação para elas.
A Prefeitura de Santa Rita de Caldas afastou a professora do cargo após o ocorrido. Conforme o prefeito. Segundo o prefeito Emilio Torriani (PSD), a profissional preparou um composto com água, açúcar e 'hidrafix' - uma espécie de um soro - e deu uma colher para cada criança.
Amostras de urina das crianças foram coletadas em Poços de Caldas e encaminhadas para análise toxicológica em Belo Horizonte.
Veja o que se sabe sobre o caso:
O que as crianças teriam tomado
Polícia Civil investiga o caso
Professora foi afastada do cargo
Ministério Público foi notificado sobre o caso
O que a prefeitura disse sobre o caso
O que a professora disse sobre o caso
Mães notaram comportamento estranho de crianças
O que as crianças teriam tomado
Em entrevista à EPTV, afiliada Rede Globo, o prefeito de Santa Rita de Caldas, Emilio Torriani, disse que a profissional preparou um composto com água, açúcar e 'hidrafix' - uma espécie de um soro - e deu uma colher para cada criança. De acordo com ele, as crianças teriam visto a profissional tomar um medicamento de cor vermelha e teriam ficado com vontade. Segundo ele, a professora preparou o composto para os estudantes, pois eles teriam pedido. O advogado da professora deu a mesma versão.
Mães notaram comportamento estranho de crianças
Segundo relatos das mães, elas notaram comportamentos diferente nos filhos nos últimos dias. Uma delas relatou à EPTV que percebeu alterações no sono da filha. Outra disse que a filha estava mais agressiva e chorona, sendo que a criança, ainda, não estava conversando muito com os irmãos e falava em 'tom agressivo'.
Conforme a polícia, uma das mães suspeitou da situação após a filha contar que a professora teria dado um remédio para ela. Após trocar informações com outras mães, mais crianças repetiram a informação. Há suspeita que a medicação estaria sendo ministrada há um cerca de mês.
Polícia Civil investiga o caso
A Polícia Civil investiga a suposta intoxicação de 14 crianças com menos de 4 anos de idade na Cemei Ana Luiza, em Santa Rita de Caldas. A suspeita é que algum tipo de antialérgico, que tem como feito colateral a sonolência, foi dado às crianças. Amostras de urina das crianças foram coletadas e encaminhadas para análise toxicológica em Belo Horizonte.
A polícia instaurou procedimento para apuração e disse que foram requisitadas perícias e diligências para a constatação dos fatos.
Professora foi afastada do cargo
A Prefeitura de Santa Rita de Caldas informou que a professora foi afastada do cargo desde o início quando a gestão municipal tomou ciência do caso e vai permanecer desta forma até a conclusão das investigações. Ela e pais de alunos já foram ouvidos pela administração municipal.
Ministério Público foi notificado sobre o caso
O Conselho Tutelar notificou o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sobre o caso. “Quando fomos tentar averiguar o caso, já estava instaurada toda essa ‘muvuca’ com todos os pais se manifestando. Nós nos reunimos então na Secretaria de Educação para apurar os fatos. O Conselho Tutelar colheu as informações, pegou o boletim de ocorrência e fizemos a notícia ao Ministério Público”, explicou o conselheiro tutelar Marcos Vitor da Silva.
“Pelo próprio procedimento da escola, qualquer remédio e/ou medicamento só pode ser dado com autorização dos pais. Professoras e monitoras não estão autorizadas a dar nenhum tipo de medicamento na escola”, falou o conselheiro tutelar.
O que a prefeitura disse sobre o caso
Segundo o prefeito Emilio Torriani, um processo de sindicância administrativa foi aberto para investigar o caso. "[A professora] relatou que as crianças viram um medicamento de cor vermelha, de uso pessoal dela. Na versão dela, ela diz que preparou um composto com água, açúcar e 'hidrafix' - uma espécie de um soro - e deu uma colher para cada criança em um dia específico, porque as crianças estavam pedindo, né? Essa foi a versão dela a respeito do caso", disse o prefeito.
Sobre o fato da funcionária que teria confirmado a situação, o prefeito comenta que não tinha conhecimento disso. "Quando vimos que as versões estavam muito antagônicas, a gente levou o caso à Polícia Civil que entendeu por bem fazer um boletim de ocorrência para que investigasse mais a fundo o caso", explicou.
"A gente de imediato abriu um processo de sindicância administrativa, fez uma portaria afastando a professora por 30 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 30 ou até que se conclua o processo. A gente vai acompanhando tanto na esfera criminal, quanto na esfera administrativa", finalizou o prefeito.
O que a professora disse sobre o caso
O advogado Thiago José do Carmo, que faz parte da defesa da professora, disse à EPTV que as crianças teriam visto a professora tomando um remédio de cor vermelha. De acordo com ele, ela teria dado água com açúcar para as crianças, simulando ser remédio.
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