Vice-governador afirma que mortos em tiroteio no Barreiro eram criminosos; oito pessoas ficaram feridas
4 de dez. de 2025
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fonte: o tempo
O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), declarou na tarde desta quinta-feira (4/12) que os dois homens mortos no tiroteio ocorrido durante a madrugada no bairro Bonsucesso, no Barreiro, tinham envolvimento com o crime. O número total de participantes no confronto ainda não foi confirmado oficialmente, mas a autoridade reafirmou que nenhum dos baleados foi atingido por disparos da polícia.
Segundo Simões, a troca de tiros foi resultado de uma disputa entre facções. “Da ocorrência de hoje, só estão feridos e só foram mortos criminosos, isso eu quero deixar claro. Nenhum deles baleado pela polícia, também é bom dizer. Nós prendemos todos sem a necessidade de disparar nenhum único tiro. É uma briga de facção", afirmou. O vice-governador destacou ainda que situações como essa colocam em risco tanto a população quanto as forças de segurança.
De acordo com as informações iniciais, homens usando uniformes falsificados da Polícia Civil invadiram uma quadra e dispararam tiros de fuzil e pistola 9 mm, deixando ao menos oito feridos. A operação de resposta ainda está em andamento. Conforme atualização citada por Simões, há registro de nove feridos, dois mortos e três presos.
O vice-governador disse também que pretende intensificar a cobrança para que o Congresso Nacional discuta mudanças na legislação sobre a produção e o uso de uniformes, após constatação de que os autores utilizavam camisas com identificação da Polícia Civil.
Na porta do Hospital João XXIII, familiares de vítimas negaram envolvimento dos feridos com o tráfico. Um homem relatou que seu filho, de 25 anos, apenas participava de um churrasco na quadra — prática comum às quartas-feiras — quando indivíduos encapuzados abriram fogo indiscriminadamente.
A Polícia Militar, entretanto, afirma que o evento reunia pessoas associadas ao tráfico e que um dos chefes da facção local estaria presente, protegido por seguranças armados. As primeiras informações repassadas à corporação indicam que um VW T-Cross e duas motos chegaram ao local com ocupantes trajando camisetas e distintivos falsos da Polícia Civil, simulando uma operação. Ao desembarcarem, os criminosos iniciaram os disparos, provocando um confronto entre grupos rivais.
O motorista do T-Cross morreu no local, com uma arma no colo, após ser atingido por tiros de fuzil. Outro suspeito morreu no Hospital Júlia Kubitschek. As demais nove vítimas possuem histórico ligado ao tráfico, segundo levantamento preliminar da Polícia Militar.
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