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Willer Tomaz rebate Richarlison e afirma que jogador comprou ilha de invasores em Angra dos Reis

há 8 horas
2 min de leitura
Divulgação
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O advogado Willer Tomaz rebateu publicamente as acusações do atacante Richarlison sobre a disputa pela posse de uma ilha em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. Amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL), Tomaz afirmou que o jogador comprou a área de pessoas que não seriam as legítimas proprietárias do imóvel e contestou a versão de que a propriedade teria sido tomada irregularmente.

A manifestação ocorreu em meio à troca de acusações entre o atleta e o advogado. Na quarta-feira (21), Richarlison divulgou documentos relacionados à aquisição do imóvel e à homologação judicial, sustentando que a compra foi realizada de maneira regular.

O jogador havia acusado Tomaz e Flávio Bolsonaro de assumirem a posse da ilha sem pagar por ela, depois que ele se recusou a vendê-la ao senador.

“Flávio e o tal Willer Tomaz pegaram em 24h a posse da ilha na mão grande e sem gastar um tostão porque eu não quis vender”, declarou Richarlison em um vídeo publicado nas redes sociais.

Advogado contesta versão do jogador

Em resposta, Willer Tomaz também publicou um vídeo nas redes sociais para apresentar sua versão sobre o caso. Foi a primeira vez que o advogado abordou publicamente o assunto.

“Você comprou a ilha de invasores. Eu tenho a escritura de compra e venda”, afirmou Tomaz, contestando a alegação de que o imóvel teria sido tomado de forma irregular.

O advogado sustenta que a aquisição dos direitos sobre a área ocorreu legalmente e questiona a versão apresentada pelo jogador sobre as circunstâncias da disputa.

Richarlison, por sua vez, afirma que investiu aproximadamente R$ 10 milhões no imóvel e que não recebeu o dinheiro de volta após perder a posse da propriedade. A divulgação dos documentos pelo atacante ocorreu depois que o advogado o desafiou a apresentar provas da compra.

Grupo pede investigação sobre Flávio Bolsonaro

O caso também chegou ao Ministério Público. O grupo Derrubando Muros, que reúne sociólogos, empresários e juristas, solicitou a investigação de Flávio Bolsonaro por suspeitas de advocacia administrativa e grilagem.

A representação busca esclarecer as circunstâncias pelas quais a posse da ilha passou para o grupo ligado ao advogado.

“O objeto é a grilagem, mas esse caso ocorreu no último ano de Jair Bolsonaro na Presidência. É preciso apurar se ele usou a posição de filho”, afirmou o sociólogo José César Martins, coordenador do grupo.

A declaração faz referência ao período em que Jair Bolsonaro ocupava a Presidência da República e à necessidade de apurar se a posição de Flávio Bolsonaro como filho do então presidente teria sido utilizada no episódio.

Procurada para comentar as acusações, a assessoria de Flávio Bolsonaro não quis se manifestar. O caso permanece marcado por versões conflitantes: enquanto Richarlison sustenta ter adquirido legalmente o imóvel e questiona a transferência da posse, Willer Tomaz afirma que a negociação feita por pessoas ligadas ao jogador envolveu invasores e defende a regularidade de sua própria aquisição.

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