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  • Copasa e Cemig respondem aos vereadores da Câmara de Varginha

    Nesta próxima segunda-feira (11), às 18h, representantes da Copasa e da Cemig estarão presentes na sessão ordinária da Câmara de Varginha para participarem da Tribuna Livre. Eles foram convocados pelo presidente da Casa, vereador Apoliano Rios, no dia 20 de novembro, logo após o episódio de falta de abastecimento de água que perdurou por alguns dias na cidade de Varginha para darem explicações sobre o ocorrido. Na oportunidade, responderão aos questionamentos que serão feitos pelos vereadores. “Diante do interesse da população em relação a esse assunto é necessário que os representantes das concessionárias façam uso da tribuna livre desta Casa Legislativa para prestar os esclarecimentos necessários. Nossas sessões são transmitidas ao vivo pelas redes sociais, alcançando um número expressivo de cidadãos que almejam por explicações e providências”, justificou. Após a convocação, os representantes foram contactados e de acordo com a agenda deles e da Câmara, a tribuna foi marcada para a próxima segunda. Quem quiser acompanhar, a sessão será transmitida, ao vivo, a partir das 18h no Facebook e Youtube da Câmara de Varginha. A participação para assistir diretamente do plenário também é permitida.

  • Índice da cesta básica tem alta de 4,09% em Varginha

    Neste início de dezembro, o índice da cesta básica em Varginha (ICB-UNIS), medido pelo Departamento de Pesquisa do Grupo Unis e pelo GEESUL, apresentou alta de 4,09% em comparação com o mesmo período de novembro. Destaca-se as fortes elevações ocorridas com a batata, feijão carioquinha, óleo de soja e arroz. Já as quedas mais consideráveis foram com tomate e farinha de trigo. Mesmo com essa elevação, ao considerar o período de doze meses, o valor da cesta básica indica queda de -5,55% na cidade. O ICB-Unis é calculado mensalmente com base em uma metodologia adaptada do DIEESE, consistindo na coleta de preços dos 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, sempre na primeira semana do mês. Na primeira semana de dezembro, o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Varginha está em R$611,23. Tal valor corresponde a 50,06% do salário mínimo líquido (salário mínimo total menos o desconto do INSS). O trabalhador da cidade de Varginha, que recebe um salário mínimo mensal, precisa dedicar 101 horas e 52 minutos por mês para adquirir essa cesta de bens alimentícios básicos. Entre novembro e dezembro, dos 13 produtos pesquisados, nove apresentaram elevação nos preços médios: Batata (65,05%), Feijão carioquinha (21,54%), Óleo de soja (12,12%), Arroz (10,03%), Banana (6,79%), Leite integral (0,81%), Café em pó (0,48%), Carne bovina (0,28%) e Açúcar refinado (0,06%). Um produto manteve os preços médios inalterados nesta pesquisa: o pão francês. E três produtos tiveram queda nos seus valores: Tomate (-7,43%), Farinha de trigo (-4,73%) e Manteiga (-1,06%). A série histórica da pesquisa de preços da cesta básica em Varginha demonstra que o mês de dezembro geralmente apresenta alta no valor médio desse conjunto de produtos em razão de fatores como o aquecimento da demanda interna e externa bem como o período de entressafra de muitos produtos. É importante destacar que neste ano o fenômeno climático El Niño vem contribuindo com esse resultado devido às fortes chuvas na região Sul do país e altas temperaturas no Sudeste e Centro-Oeste. Tal fenômeno traz impactos na produção atual e nas expectativas para as próximas safras. Essa alta no início de dezembro fez com que o nível de comprometimento do salário mínimo líquido com a aquisição destes bens básicos voltasse a um patamar acima de 50%, o que é muito impactante para as famílias assalariadas. No curto prazo é possível novas elevações, provavelmente não no mesmo patamar, em razão dos fatores já elencados.

  • Municípios da Regional de Saúde de Varginha recebem treinamento para análise larvária

    Dez dos 50 municípios que compõem a Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Varginha participam, durante a primeira semana de dezembro, de um treinamento para análise larvária. A capacitação foi realizada em parceria com a Universidade Federal de Alfenas (Unifal), que cedeu os laboratórios para as atividades na sede de Alfenas. “A parceria com a Universidade Federal de Alfenas foi fundamental para a oferta de uma infraestrutura adequada, com microscópios e equipamentos que possibilitaram a capacitação de agentes de endemias de diversos municípios simultaneamente”, explicou a coordenadora de vigilância epidemiológica da SRS Varginha, Monique Borsato Silva. O treinamento de análise larvária foi voltado aos municípios da área de abrangência da SRS Varginha que ainda não haviam recebido a capacitação, que são Carrancas, Dom Viçoso, Ingaí, Itutinga, Itanhandu, Jesuânia, Lambari, Olímpio Noronha, Seritinga e Serranos. Foram disponibilizadas duas vagas por município para a capacitação de técnicos que atuam no enfrentamento de arboviroses nos territórios. O curso presencial, com duração de 24h, ocorre entre 4 e 7 de dezembro. O responsável técnico pelo treinamento, Márcio Alberto da Silva, destaca que “a rápida identificação de larvas do Aedes Aegypti contribui para uma resposta mais eficaz no combate ao vetor, de forma a auxiliar na redução da transmissão das arboviroses como a dengue, zika, chikungunya e febre amarela”. Márcio Silva é referência técnica de Ações de Campo para Arboviroses na SRS Varginha. Com essa diferenciação, os agentes podem realizar de forma mais adequada a análise das larvas que são coletadas nas atividades do Levantamento de Índices do Aedes aegypti (LIRAa - LIA), que identifica, através de pesquisas por amostragem, o percentual da presença de larvas do mosquito em cada município. Para Ana Cristina Reis Leite, que trabalha no enfrentamento às arboviroses no município de Ingaí, “o treinamento foi muito produtivo, pois uma das dificuldades enfrentadas pelo município na rotina de trabalho era ter de enviar o material para a análise em Varginha. Agora, sabendo identificar na própria localidade, torna os trabalhos e combate ao mosquito mais rápido”, concluiu. Por Thayane Viana de Carvalho Lenzi / Foto: Márcio Alberto

  • Corpo de adolescente que se afogou no Rio Verde, é encontrado

    O corpo do adolescente de 14 anos que se afogou no Rio Verde, em Varginha (MG), foi encontrado nesta última quinta-feira (7) pelo Corpo de Bombeiros. O afogamento teria acontecido na terça-feira (5). Segundo relatos, o jovem teria sido visto entrando no rio e a correnteza o levou. Ele se afogou próximo à estação de captação da Copasa, no bairro rural Juriti. Os bombeiros começaram as buscas no mesmo dia, passando pelas margens do rio e usando também embarcações. O corpo foi encontrado por volta de 18h20 de quinta-feira, a 2 km de onde foi visto pela última vez. Após perícia técnica, o corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Varginha. O adolescente deve ser sepultado em Três Pontas (MG). Fonte: G1

  • Judô da SEMEL conquista 8 medalhas na Copa Judocon Iteam em BH

    A equipe de judô da Prefeitura de Varginha/Secretaria Municipal de Esportes e Lazer - SEMEL brilhou na Copa Judocon Iteam e Torneio de Encerramento da Federação Mineira de Judô - FMJ Sub13 e Sub15, no Ginásio do Barroca Tênis Clube, em Belo Horizonte, nos últimos dias 02 e 03. A competição teve a participação de 300 atletas de 10 entidades filiadas a FMJ. A equipe da SEMEL, composta por oito atletas e pelo técnico Lucas Corrêa Reis conseguiu 100% de aproveitamento, conquistando sete medalhas de ouro no Sub13/15 e uma medalha no Festival Sub11. Com este resultado Varginha sagrou-se vice-campeã geral da competição. Para o secretário da SEMEL Milton Tavares, o resultado mostra o trabalho sério que a administração realiza no esporte da cidade. “Nossos parabéns para todos os atletas por destacar nossa cidade no judô e mostrar que somos uma das melhores equipes da região”, completou. A competição fechou o calendário de participações em 2023.

  • A tendência de 'Justiça' com as próprias mãos desafia polícia na era da influência nas redes sociais

    Foi por um vídeo compartilhado nas redes sociais que um morador de Copacabana, no Rio de Janeiro, convocou parceiros para formarem, juntos, um grupo de “justiceiros”. “Ninguém vai fazer nada?”, questionou o homem, com indignação a recentes furtos e roubos. O caso que chamou atenção não é tão incomum quanto parece. Um dos poucos estudos sobre linchamento no Brasil chegou a conclusão que, no país, ocorre pelo menos um linchamento ou tentativa por dia. Em 60 anos, desde 1.955 até 2015, 1 milhão de brasileiros fizeram parte de retaliações na posição de agressores – 16,6 mil ao ano. Mas, segundo especialistas em segurança pública, uma mudança ocorreu nos últimos anos: a busca por justiça pelas próprias mãos ganhou espaço nas redes sociais, onde os “justiceiros” viram influencers. O estudo é do sociólogo José de Souza Martins, professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP), chamado “Linchamentos: a justiça popular no Brasil”. Segundo o especialista em segurança Jorge Tassi, as retaliações são um tipo de “vingança privada” e podem ocorrer de formas diferentes. Ele explica que os linchamentos diários estão mais ligados a reações imediatas. “É o linchamento provocado por um fato. Um homem decide roubar um ônibus cheio, e as pessoas não o deixam sair e o agridem. Esse é um dos mais comuns, quase rotina. É um comportamento de massa. A pessoa não reagiria se estivesse só, mas, com outros, joga na rua, espanca e foge”, afirma. Foi o que aconteceu, por exemplo, em novembro deste ano em Belo Horizonte. Um homem de 43 anos foi agredido por passageiros do ônibus da linha 1505 (Alto dos Pinheiros/Tupi) dentro do coletivo. O linchamento começou depois que as pessoas perceberam que o suspeito estava assediando uma mulher. O assédio sexual gerou um dos casos mais graves em 2023 em Minas Gerais. Em julho, um homem de 55 anos foi morto após ser linchado por moradores do bairro Senhora de Lourdes, em Governador Valadares, na região do Rio Doce. As agressões foram praticadas por várias pessoas após o homem mostrar o pênis em uma rua do bairro. O caso, então, passou a ser investigado como homicídio pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Fazer justiça com as próprias mãos é crime? A PCMG afirma que o crime de "fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite" é descrito no artigo 345 do Código Penal. A pena é de detenção de quinze dias a um mês ou multa, mas o suspeito pode responder por outros crimes mais graves “tais como lesão corporal e tentativa de homicídio”. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) não tem dados disponíveis de linchamento em Minas Gerais. “É um comportamento de massa. Não é do João, da Fernanda, mas do grupo. É a ideia de que se está todo mundo batendo, também vou dar um chute. Em alguns casos, as pessoas envolvidas vão até mesmo se arrepender”, acrescenta Tassi. Mas quando a vontade de fazer “justiça” alcança as redes sociais e acontece de forma programada, chega-se a uma nova forma de linchamento, explica o também especialista em segurança Arnaldo Conde: “entra em um lugar de anomalia social, de descontrole. É uma experiência, praticamente, de estado sem lei. Uma consequência que chega à rua de uma deterioração da segurança do Estado”. A repercussão nas redes, nesses casos, funciona como um estimulante. A cada postagem de incentivo à retaliação, mais pessoas começam a acompanhar – como um movimento de massa, mas online. “Nessa questão de rede social, além do crime, há uma dose imensa de narcisismo. A internet estimula o individualismo. Foi criada uma figura do justiceiro. Alguns, ficam até famosos. E hoje as pessoas se sentem no direito de repetir qualquer ato que vêem online”, alerta. Fake news e preconceitos são agravados na influência por vingança Um dos perigos da busca por justiça fora dos órgãos de segurança do Estado, de acordo com Jorge Tassi, é a culpabilização imediata de alguém que ainda não foi julgado, principalmente na era das fake news. “É aquilo que parte de uma ficção. Às vezes, não existe o fato, ou a pessoa culpada não é aquela. Isso já é um processo de barbárie, e parte de duas coisas: da cultura de relativizar tudo, própria da sociedade, e do comportamento de massa. Alguém fala que foi roubado por fulano, e um grupo imediatamente se mobiliza contra ele. Quando vai ver, não era o suspeito, e já é tarde demais”, diz. Fonte: O Tempo

  • Suspeitos de integrar uma quadrilha de roubo de veículos e máquinas de construção civil foram presos

    A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu na tarde desta última quinta-feira, dia 7, em Três Corações, no Sul de Minas, quatro homens suspeitos de participarem de uma quadrilha especializada em roubos de veículos e máquinas utilizadas na construção civil, eles agiam no Sul de Minas e no interior paulista. Eles foram localizados e presos em uma casa de um bairro em Três Corações, com eles foram encontrados um caminhão que havia sido roubado no interior de São Paulo, além de um automóvel, celulares e um artefato de abrir veículos, popularmente conhecido com "chave mixa". Os bens apreendidos foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Três Corações e os quatro homens para o presídio da cidade.

  • Consumidor está otimista para o Natal com um gasto médio previsto

    O Núcleo de Pesquisa e Inteligência da Fecomércio MG realizou um levantamento a fim de captar a intenção de consumo da população belo-horizontina para o Natal, principal data comemorativa do calendário varejista. Essa época do ano é conhecida por impulsionar as vendas do comércio e a contratação de serviços, sendo de extrema importância para o desempenho financeiro de diversas empresas e, para que haja sucesso neste período, o papel do consumidor se torna primordial. Não obstante, o consumo pode ser influenciado por diversos fatores, sendo eles de cunho econômico, social e/ou individual. O acesso e o custo do crédito, os preços dos produtos, a renda disponível e as expectativas futuras são um dos inúmeros exemplos do que podem impactar o consumo, seja de maneira positiva ou negativa. Olhar Econômico, por Gabriela Martins – Economista da Fecomércio MGEste ano, entre os entrevistados pelo levantamento, há uma sinalização positiva para as compras do Natal. O primeiro aspecto tange a confiança no emprego, visto que 76,5% das pessoas que possuem trabalho remunerado estão confiantes que permanecerão empregadas no próximo ano. Essa confiança, por sua vez, se traduz na certeza de renda futura o que permite uma expansão do consumo, seja pelo pagamento à vista, seja pela utilização do crédito.Acrescido a confiança no trabalho, o levantamento demonstra que 64,9% dos entrevistados estão otimistas com o Natal, pretendendo comprar produtos de diversos setores do comércio, tais como roupas (32,4%), brinquedos (18,9%), calçados (14,6%), perfumaria (9,2%), entre outros. Em média, cada pessoa deverá comprar quatro presentes. O valor afetivo da data pode estar atrelado aos gastos do período, visto que, boa parte dos que irão presentear pretendem o fazer para amigos e familiares e, entre os que não tem o interesse em presentear no Natal os motivos predominantes perpassam pela falta de costume, o desemprego e a falta de alguém para presentear.A renda, outro fator de influência na hora de decisão do consumo, se destaca para as compras do Natal. O período é marcado pelo pagamento do 13º salário, que este ano deverá ser destinado principalmente para quitar dívidas (35,8%), fazer compras de Natal (29,9%), aplicar o dinheiro/guardar na poupança (23,9%) e pagar os compromissos de janeiro (11,2%). Esse comportamento se traduz em um bom termômetro para as vendas do varejo, visto que o pagamento de dívidas garante a não inadimplência do consumidor, assegurando uma boa saúde financeira e o acesso ao crédito futuro. O gasto direto nas compras, por sua vez, é capaz de injetar de maneira direta recursos na economia, aumentando as vendas do comércio.Em 2023, 50,4% dos entrevistados que irão presentear pretendem gastar um pouco mais com os presentes de Natal se comparado com o mesmo período do ano passado. Os consumidores pretendem comprar poucos produtos de maior valor (37,8%), sendo que, 26,7% pretendem gastar entre R$ 200,00 e R$ 300,00 reais por produto. No total, o gasto médio deverá ser de R$ 423,06. A expectativa das compras vai ao encontro dos fatores positivos descritos no decorrer do texto, indicando uma maior disponibilidade de renda, de acesso ao crédito e confiança do consumidor.Apesar das expectativas positivas, alguns fatores podem influenciar negativamente os gastos no período. Entre eles podemos citar o preço alto dos produtos (55,7%), o endividamento (6,6%) e o desemprego (2,5%). Além disso, as vendas podem ser desestimuladas pelas lojas cheias (25,8%), pelo mau atendimento (21,3%) e pela pouca variedade de produtos (8,4%). Tendo em vista estes fatores, os próprios consumidores apontam para os empresários o que fazer para atrair os clientes para as compras do período: promoções, preços reduzidos, variedade de marcas e produtos, atendimento diferenciado e facilidade no pagamento.Essas ações para atrair os clientes demonstram diretamente o comportamento dos consumidores no período. Há uma expectativa de maior movimentação na segunda quinzena de dezembro e para 56,9% dos que irão presentear as compras deverão ser feitas de maneira a aproveitar as promoções do varejo.Entre as opções de pagamentos, o débito se destaca podendo ser utilizado por 31,9% do grupo entrevistado. Essa expectativa, acrescida ao período esperado de maior fluxo de vendas, pode estar atrelada a disponibilidade de renda oriunda da segunda parcela do 13º salário, que deverá ser depositada aos trabalhadores até o dia 20 de dezembro.Apesar disso, o uso do cartão de crédito parcelado também se destaca. Para 29,6% dos entrevistados que irão às compras no Natal esta é uma ferramenta que permite um parcelamento maior dos gastos e o planejamento do pagamento. O uso do crédito de maneira consciente pode ser um ótimo aliado do consumidor na hora das compras. No entanto, é necessário que sempre ocorra um bom planejamento dos gastos, a fim de evitar que ocorra um descontrole orçamentário familiar e posteriormente a inadimplência.Apesar dos desafios, o levantamento aponta para um cenário favorável ao comércio local. A confiança no emprego e o otimismo em relação à data sugerem que os consumidores estão propensos a gastar, impulsionando a economia. No entanto, desafios como preços altos e o endividamento podem afetar negativamente os gastos. Apesar disso, as ações para atrair clientes, como as promoções e atendimento diferenciado acrescidas a uma boa estratégia de vendas, podem reforçar ainda mais o Natal como a principal data do comércio varejista. Fecomércio MG

  • Minas cria fluxo de medidas para ampliar segurança nas escolas

    O ambiente escolar é um local de acolhida, lugar para se sentir seguro, tanto os estudantes, quanto os educadores e profissionais que trabalham nas escolas. Desde abril, o Governo de Minas vem realizando uma série de ações para fortalecer a segurança das unidades e proteger a comunidade escolar, a fim de prevenir atos de violência. Em continuidade às ações já realizadas, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) desenvolveu, em conjunto com o Núcleo Interinstitucional de Proteção Escolar (Nipe), o “Fluxo de Medidas para Segurança Escolar”. O documento traz orientações, de forma simplificada, sobre medidas que gestores escolares devem adotar em situações que envolvam postagens de ameaças de violência em redes sociais, pichações com mensagens de ódio ou extremismo nos espaços escolares, indícios de planejamento de atos de violência, entre outras. “Criamos este fluxo, que é mais uma ação de segurança, com objetivo de facilitar o acesso às informações e condutas que devem ser adotadas. Sabemos que no momento de pânico ou de uma situação de perigo iminente, é difícil lembrar rápido dos meios de contato dos órgãos que devem ser acionados, como a Polícia Militar de Minas Gerais, a Superintendência Regional de Ensino (SRE), etc. A ideia é que o fluxo fique em um lugar visível e estratégico para que os profissionais da escola tenham acesso fácil e saibam como agir e evitar que ocorra qualquer ato que coloque a vida dos estudantes e da comunidade escolar em perigo”, explicou a secretária de Estado de Educação em exercício, Geniana Guimarães Faria. Sobre o fluxo O Fluxo de Medidas para a Segurança Escolar traz também o número 190, telefone de emergência da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), que deve ser acionado sempre que necessário, e outras áreas que precisam ser contactadas de imediato, como a seção de planejamento operacional regional (P3) da PMMG, via WhatsApp, além do contato da Superintendência Regional de Ensino (SRE) que for responsável pela escola. O documento foi enviado para as 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs) na quarta-feira (6/12), e será repassado às escolas da rede estadual, além das instituições municipais e privadas, em todo estado. A peça informativa, criada pela SEE em conjunto com o Núcleo Interinstitucional de Proteção Escolar (Nipe), será afixada nas salas de professores, diretores e nos ambientes administrativos de todas as unidades da rede estadual de ensino. Em Belo Horizonte, a Escola Estadual Isabel da Silva Polck, localizada na região Nordeste, é a primeira a implementar a iniciativa. “Já trabalhamos a prevenção à violência no ambiente escolar, inclusive por meio de palestras realizadas pela Polícia Militar, além de ações da Semana de Educação para a Vida e nos itinerários formativos como projeto de vida. A ação da SEE/MG vem para orientar e reforçar os protocolos” , destaca a diretora da unidade, Fabrícia Teixeira Moura.

  • Conexão Minas-Saúde debate maneiras de tornar a gestão do SUS mais eficiente

    O último dia do Conexão Minas-Saúde, evento realizado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG) foi marcado por discussões sobre as políticas de assistência, capacitação das equipes de saúde e avanços tecnológicos, além dos principais desafios para tornar a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado mais eficiente e humanizada. O encontro, que reuniu gestores e técnicos estaduais e municipais da saúde de todo o estado, aconteceu em Belo Horizonte, nos dias 5, 6 e 7/12. Nesta quinta-feira (7/12), a subsecretária de Redes de Atenção à Saúde da SES-MG, Camila Moreira de Castro, mediou a mesa “Perspectivas, avanços e desafios da implantação das redes de atenção no setor saúde”. Ela destacou o dinamismo e pluralidade do evento, que trouxe vários debates e proporcionou aos gestores municipais uma troca de experiências muito positiva. “Estamos saindo todos daqui muito satisfeitos com os três dias do Conexão, que nos permitiu, sobretudo, ouvir os gestores municipais. Foram debates ricos para todos e esse é um momento necessário, porque precisamos discutir as redes, especialmente diante de todos os avanços que ocorreram no século XXI”, disse. “É importante aproveitar esse espaço e falar também dos consórcios intermunicipais de saúde, que são uma importante estratégia. Precisamos discutir maneiras de construir sistemas locais mais resolutivos”, refletiu. De acordo com o especialista em planejamento de saúde e consultor em Saúde Pública, Eugênio Vilaça, é necessário empoderar a Atenção Primária à Saúde (APS), permitindo que os profissionais dessa área coordenem as ações de cuidado nos municípios. “O grande problema no sistema de saúde, tanto público quanto privado, é a fragmentação do cuidado. Sem uma Atenção Primária forte, não é possível vencer os problemas que temos no fluxo, principalmente quando falamos sobre condições ou doenças crônicas. Não tem bala de prata em sistema de saúde, é necessário atuar em rede e instaurar um sistema de base populacional, instituindo modelos baseados em evidências que consigam abarcar as condições crônicas da população”, reforçou. Sobre os avanços tecnológicos, como a implementação dos atendimentos virtuais da saúde digital, Vilaça foi direto. “A tecnologia veio para ficar, mas é necessário ter uma visão diferente do que é a saúde digital, pois ela tem diferentes domínios. É fundamental integrar essa a uma estratégia maior”, enfatizou o consultor em Saúde Pública. O presidente da Unimed-BH, Frederico Peret, enalteceu os bons resultados obtidos com as parcerias público-privadas e elencou alguns problemas encontrados também na rede privada de atendimento. “Na saúde suplementar, há um problema central, de concorrência. Isso faz com que dados e informações de um paciente se percam. Não existe um registro integrado e essa é uma das causas da ineficiência da prestação de serviço de saúde privada no Brasil: a falta de um sistema em rede. E o ponto fundamental disso são as condições crônicas dos pacientes. Com a telessaúde, aumentamos o fluxo, mas não diminuímos a fila de espera no pronto atendimento, então é necessário pensar também em como deve ser conduzido o atendimento on-line”, apontou. Durante o último dia de evento, também foram discutidos os bastidores do enfrentamento à covid-19. Moderado pelo secretário executivo do Cosems-MG, Eduardo Luiz Silva, o painel de debates relembrou situações ocorridas durante o período mais crítico da pandemia. Naquele momento, mais de quatro mil trabalhadores da saúde foram capacitados para que a população pudesse ser atendida com qualidade. O painel também abordou dificuldades como a falta de máscaras e equipamentos de segurança para os profissionais de saúde, a falta de medicamentos e testes de detecção da doença e o atraso da vacinação em todo o país. Outro tema abordado, nesta quinta-feira, foi a “Sistematização de Ações de Integridade e Compliance: lançamento do Plano de Integridade e Compliance da SES-MG”. A discussão foi mediada pela chefe de Gabinete da SES-MG, Marina Cury, que comentou o plano elaborado pelo Comitê de Governança, Integridade, Riscos e Controles. “O Plano de Integridade é um conjunto de ações voltadas para o fortalecimento da integridade institucional e estará disponível no site da SES-MG, em breve, para todos consultarem. Ao longo do ano passado, desenvolvemos várias ações e conseguimos concluir quase todas previstas, mas pecamos muito na divulgação. Fizemos um grande esforço para executar e implantar as ações, mas sentimos que isso não se estendeu para todo o nível técnico da Secretaria. Então, estamos aqui para sensibilizar a todos sobre esse tema que é tão importante e cada vez tem sido mais discutido nas instituições”, explicou. Essa mesa contou com a participação do controlador-geral do Estado de Minas Gerais, Rodrigo Fontenelle, que falou sobre os programas de integridade e a Política Mineira de Promoção de Integridade (PMPI). “Essa política é um guarda-chuva e abarca vários projetos, pensados para os 317 mil servidores públicos estaduais, mas totalmente aplicável aos municípios e nos traz um guia de conduta sobre o que devemos e o que não devemos fazer na administração pública”, destacou. Canal +Saúde Conasems Com o objetivo de manter as equipes de saúde de todos os municípios mineiros em consonância com as políticas públicas vigentes, a SES-MG e os Cosems-MG firmaram parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) para disponibilizar o canal +Saúde Conasems para todas as Unidades Básicas de Saúde (USB) do estado. Minas Gerais é o primeiro estado brasileiro, até o momento, a investir recurso para que os profissionais da rede sejam capacitados. “Essa é uma ferramenta multifatorial muito valiosa que vai capacitar as nossas equipes. A imagem é muito boa, o conteúdo é atrativo e podemos utilizar para vários objetivos. Investimos R$ 3,2 milhões para a aquisição de antenas e receptores para equipar as 4.853 unidades básicas de saúde do estado, transformando-as em salas de aula”, comemorou a secretária de Estado Adjunta da SES-MG, Poliana Lopes. De acordo com o presidente do Conasems, Hisham Mohamad, o +Conasems é um canal de TV e portal do conhecimento, com tecnologia de produção de conteúdos digitais e ensino a distância, que disponibiliza estrutura de formação continuada para os gestores, técnicos e trabalhadores do sistema de saúde pública. “Consolidamos hoje a implantação e disponibilização do canal para todas as Unidades Básicas de Saúde de Minas Gerais, o que é uma iniciativa inédita que vai servir de inspiração para os outros estados brasileiros. O canal otimiza a capacitação dos profissionais da saúde. Pensamos em uma plataforma de comunicação que fosse eficaz e nosso objetivo é estar a qualquer hora, em qualquer lugar, em qualquer dispositivo, considerando a nossa fragilidade em conectividade no país”, garantiu Mohamad. Balanço positivo Desde a última terça (5/12), 1.200 técnicos e gestores de todo o estado tiveram a oportunidade de participar de oficinas, debates e palestras que abordaram diferentes eixos da saúde pública. O Conexão Minas-Saúde teve como objetivo principal aperfeiçoar os processos de gestão estadual e municipal do SUS em Minas Gerais. Para Poliana Lopes, o evento se encerra com um saldo bastante positivo. “Foram momentos muito ricos de troca de experiências. Na CIB, por exemplo, tivemos destaque para a atuação do Estado no enfrentamento às arboviroses em 2024 e ainda para a descentralização da gestão dos prestadores de serviços para os municípios, que terá início a partir de junho do próximo ano, e vai qualificar o acompanhamento na ponta. Também tivemos um momento de discussão sobre a forma de contratualização desses prestadores, para ajudar os gestores municipais a implantar as políticas em seus territórios”, comentou, se referindo às pactuações da 303ª reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), realizada na quarta-feira (6/12). De acordo com Eduardo Luiz Silva, secretário Executivo do Cosems-MG, a pactuação feita na CIB significa um avanço fundamental na relação com os prestadores de serviços. “Esse é um passo de amadurecimento, sem imposição, e feito como muito diálogo, entendendo o momento de cada município e preparando as equipes. As cidades mineiras vão receber, diretamente nos Fundos Municipais, os recursos para promover saúde de qualidade para suas populações e fazer com que cada gestor negocie com o seu prestador. É necessário entender que fazemos saúde com esforço, suor, mas também com diálogo e participação de cada um: técnicos, gestores e cidadãos, para que o SUS se transforme”, declarou. O presidente do Conasems também elogiou o evento e os temas abordados. “O Conexão Minas-Saúde mostra a integração e oportunidade da participação dos municípios. Para nós, isso é exemplo de uma relação respeitosa e mútua de todo o processo de pactuação interfederativa, onde, de mãos dadas, podemos fazer o SUS cada vez mais fortalecido”, frisou Hisham Mohamad. O presidente do Cosems-MG, Edivaldo Faria, também comemorou as pactuações da CIB e destacou a importância de disseminar o conhecimento a todos os envolvidos com a saúde pública no estado. “Mais de 600 municípios participaram do evento que foi um momento muito especial para capacitar e mostrar a todos as políticas públicas que estão sendo implementadas em Minas Gerais. Trouxemos muitas notícias boas, como o lançamento do canal +Saúde Conasems e descentralização dos municípios pactuada na CIB. Para nós, gestores, esse é um grande avanço para a saúde de Minas, pois, cada município poderá programar e organizar a gestão de seus recursos na média e alta complexidade. Isso vai ser construído de mãos dadas entre SES-MG, Cosems-MG e os municípios, e foi um momento histórico para todos nós envolvidos com a saúde”, celebrou. Agência Minas

  • Queda de rendimento no segundo turno celeste fez Cruzeiro oscilar no Brasileiro

    Ainda que a fase final do Cruzeiro tenha deixado o seu torcedor temeroso quanto a uma possível queda para a segunda divisão, o segundo turno da Raposa no Brasileirão não foi tão diferente da primeira metade da competição. O início surpreendente de Brasileiro, ainda sob o comando do português Pepa, fez o Cruzeiro alcançar a quarta colocação. Mas a sequência negativa fez o time celeste despencar na tabela de classificação. Tamanha foi a queda de produção da Raposa que o time estrelado encerrou a primeira metade do Brasileiro com 42,1% de aproveitamento. No segundo turno o Cruzeiro contou com três técnicos. Além de Pepa, demitido após a derrota para o Grêmio, em Porto Alegre, o clube estrelado ainda contou com Zé Ricardo e Paulo Autuori. A consequência de tantas trocas foi uma queda ainda maior no aproveitamento do segundo turno. O Cruzeiro fechou a segunda metade do Brasileirão com 40,4%. Em termos comparativos, a Raposa teve uma queda de quase 2 pontos percentuais num comparativo entre os turnos. A maior evolução nesse sentido foi do Vasco, que só conseguiu escapar do rebaixamento na última rodada, quando bateu o Red Bull Bragantino, no São Januário. O time da Colina apresentou um desempenho 22,8 pontos percentuais melhor na segunda metade do campeonato. Por outro lado, o Botafogo foi o clube que teve a maior queda de desempenho. Com incríveis 82,5% no primeiro turno, o Fogão viu sua vantagem na ponta da tabela despencar. A comparação entre os turnos foi de 52,6 pontos percentuais negativos. Se considerarmos apenas o segundo turno, o Botafogo seria um dos rebaixados para a Série B do Brasileiro. O alvinegro carioca fez a quarta pior campanha na segunda metade da competição. O Botafogo teve apenas 29,8% de aproveitamento no segundo turno. Fonte: O Tempo

  • Vasco terá mais de R$ 250 milhões para investir no futebol em 2024

    A permanência do Vasco na Série A, após vitória sobre o Red Bull Bragantino nesta quarta-feira, salvou o clube de um final trágico no primeiro ano como SAF. A garantia de disputar a Primeira Divisão em 2024 vai resultar em um investimento maior do que o que feito pela 777 Partners até aqui, somando os dois primeiros aportes da empresa. Isso porque o contrato de venda da SAF prevê a maior parte do investimento em 2024, segundo ano da gestão da 777 sobre o futebol do Vasco. Ao todo, a empresa acertou pagar R$ 700 milhões por 70% das ações da SAF, em três anos. A divisão dos aportes é a seguinte: 2022: R$ 70 milhões (empréstimo-ponte) + R$ 120 milhões 2023: R$ 120 milhões 2024: R$ 270 milhões 2025: R$ 120 milhões (último aporte) "Investimento pesado" Por contrato, a empresa é obrigada a depositar os valores acima, mas uma queda para a Série B poderia alterar os planos. Afinal, não faria sentido investir pesado no time na Segunda Divisão. Com uma base do atual elenco que salvou o Vasco e com a intenção de manter a comissão técnica - Ramón Díaz tem contrato até dezembro de 2024 -, a ideia é contratar jogadores que tragam peso para o time disputar títulos na próxima temporada. Ao contrário deste ano, o clube não vai precisar passar por uma reformulação completa. - Sobre o orçamento, não falamos de números por questões estratégicas. Mas vamos sim estar presentes no mercado para competir com os grandes times por jogadores bons jogadores. Não posso prometer presente de Natal. Só posso prometer que os jogadores que chegarão para 2024 serão do tamanho do Vasco. Vamos brigar com investimento pesado para trazer o Vasco para parte de cima da tabela para brigar por campeonatos - disse o CEO Lúcio Barbosa. O responsável pelo mercado do Vasco será o próximo diretor esportivo. Alexandre Mattos, do Athletico-PR, é o nome mais cotado para assumir no lugar de Paulo Bracks, demitido nesta quinta. A SAF espera ter uma definição rápida em relação ao próximo executivo. O último pagamento entrou nos cofres do clube em outubro deste ano, com mais de um mês de atraso. O Vasco havia recebido adiantamento de R$ 16 milhões no meio do ano para ajudar na janela de transferências. Com juros, o valor depositado foi R$ 110 milhões. Parte desse dinheiro servirá à SAF para usar na janela pós-campeonato, visando a montagem do elenco para o ano que vem. O Vasco fez investimento alto em reforços em 2023 - os mais de R$ 110 milhões gastos fez desta a temporada em que o clube mais investiu em sua história. Assim, o time já tem uma base, mas há o entendimento de que o elenco precisa ser encorpado. Até porque a expectativa do clube, repassada à 777 durante as negociações, é a de que o Vasco tenha um time competitivo e dispute títulos em 2024. O aporte de R$ 270 milhões só cairá nos cofres do clube em setembro de 2024. Mesmo assim, o Vasco poderá fazer compromissos pensando nesse dinheiro. Em 2023, por exemplo, o departamento de futebol optou por parcelar as aquisições de direitos econômicos de atletas. Com o risco de queda até a última rodada do Brasileirão, o Vasco começa agora a planejar de fato 2024. Pelo menos o clube tem a garantia de que não faltará dinheiro para investir. Fonte: Globo Esporte

  • Venezuela classifica exercícios militares dos EUA na Guiana como 'provocação'

    A Venezuela classificou como "provocação" os exercícios militares que os Estados Unidos anunciaram na Guiana na quinta-feira (7). Mais cedo, o governo norte-americano disse que irá sobrevoar a região de Essequibo e o resto do território guianense. “Esta infeliz provocação dos Estados Unidos em favor da ExxonMobil na Guiana é mais um passo na direção errada. Alertamos que não seremos desviados de nossas ações futuras para a recuperação do Essequibo", disse Vladimir Padrino López, ministro do Poder Popular para a Defesa, no Twitter. Este é o primeiro movimento militar dos EUA na região desde o referendo que a Venezuela realizou, no domingo (3), sobre a anexação de Essequibo. O território, maior que a Inglaterra e o estado do Ceará, é atualmente controlada pela Guiana, mas o governo venezuelano reivindica o território como parte de seu país. As manobras, segundo a Embaixada dos Estados Unidos na Guiana, acontecerão em parceria com a Força Aérea guianesa e fazem parte de operações de rotina da parceria para "melhorar a segurança" local. Os dois países têm parceria militar desde 2022. No fim de novembro, dias antes da realização do referendo, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, enviou à Guiana comandantes do alto escalão do Comando Militar dos Sul dos EUA para debater estratégias de defesa. Washington também estuda a construção de uma base militar em Essequibo. Também nesta quinta, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, ligou para o presidente guianês, Irfaan Ali, para expressar apoio dos EUA à Guiana e debater a "cooperação robusta" na área de segurança. Dissuasão "O anúncio de uma operação militar conjunta é um ato de dissuasão", diz Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense. Na doutrina militar, dissuasão é uma forma de desencorajar qualquer agressão do outro lado. Significa que, ao se posicionar na Guiana, os Estados Unidos mandam um recado à Venezuela de que o pequeno país não estará sozinho em caso de conflito. Brusolin disse acreditar que dificilmente o presidente venezuelano Nicolás Maduro embarque em uma guerra contra a Guiana. A força dos dois países é desigual: a Guiana tem 3.400 soldados; a Venezuela, mais de 340 mil. O baixo contingente de soldados da Guiana é um dos motivos pelos quais os EUA escolheram fazer um exercício militar aéreo, segundo ele. É mais rápido, e não daria para fazer exercícios com o pequeno contingente guianês, que ainda é mal equipado. O professor de geopolítica da Escola Superior de Guerra Ronaldo Carmona também fala que o exercício militar é um ato de dissuasão —mas vê, mais adiante, o gesto como estratégico para os EUA se instalarem na América do Sul. "No curto prazo, posicionar-se para dissuadir ação militar da Venezuela em Essequibo. Do ponto de vista estratégico, posicionar-se de forma permanente em plena Amazônia. Não tenha dúvida de que os EUA cobrarão a proteção que agora oferecem à Guiana", diz. O que dizem os dois lados O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou na segunda-feira (4) que o país busca "construir consensos" e que vai "conseguir recuperar Essequibo". No mesmo dia, Bharrat Jagdeo, o vice-presidente da Guiana, afirmou em entrevista que está se preparando para o pior e que o governo está trabalhando com parceiros para reforçar a “a cooperação de defesa”. O ministro do Trabalho do país, Deodat Indar, disse, sem dar detalhes, que o governo não vai tolerar nenhuma invasão ao território de seu país. Já o Brasil vem mantendo o tom diplomático. Na segunda-feira (4), a secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Gisela Padovan, afirmou que o Itamaraty está mantendo conversas de alto nível com ambos os lados. O referendo O referendo realizado pela Venezuela tinha apenas caráter consultivo e, por isso, não é automaticamente vinculante - ou seja, o resultado não significa que o Estado da Venezuela está autorizado a anexar a região. Líderes e membros da oposição, no entanto, apontaram que vários fatores indicaram que o resultado não reflete a opinião da população, entre eles o baixo comparecimento, de metade do eleitorado. A consulta teve cinco perguntas: Você rejeita a fronteira atual? Você apoia o Acordo de Genebra de 1966? Você concorda com a posição da Venezuela de não reconhecer a jurisdição da Corte Internacional de Justiça? Você discorda de a Guiana usar uma região marítima sobre a qual não há limites estabelecidos? Você concorda com a criação do estado Guiana Essequiba e com a criação de um plano de atenção à população desse território que inclua a concessão de cidadania venezuelana, incorporando esse estado ao mapa do território venezuelano? A oposição venezuelana também acusa o regime de Maduro de estar usando a pauta de Essequibo e o referendo como cortina de fumaça para as eleições que o país realizará em 2024. A candidata María Corina Machado, que venceu prévias da oposição mas foi impedida de concorrer pela Justiça venezuelana, já disse que Caracas tentará prolongar ao máximo os debates sobre os desdobramentos da consulta pública enquanto tentará impedir que mais candidatos concorram com Nicolás Maduro. Corte Internacional de Justiça Tanto o resultado quanto a realização do referendo em si desafiam a determinação da Corte Internacional de Justiça, a instância mais alta da Organização das Nações Unidas (ONU) para julgar casos de soberania entre países. Na sexta-feira (1º), os juízes do tribunal decidiram, de forma unânime, que a Venezuela não pode fazer nenhum movimento para tentar anexar Essequibo. Ao explicar a decisão unânime da Corte de Haia, a presidente do tribunal, Joan Donoghue, afirmou que as declarações do governo venezuelano das últimas semanas sugeriam que Caracas "está tomando medidas para assumir o controle e administrar o território disputado". A origem do problema O território de Essequibo é disputado pela Venezuela e Guiana há mais de um século. Desde o fim do século 19, está sob controle da Guiana. A região representa 70% do atual território da Guiana e lá moram 125 mil pessoas. Na Venezuela, a área é chamada de Guiana Essequiba. É um local de mata densa e, em 2015, foi descoberto petróleo na região. Estima-se que na Guiana existam reservas de 11 bilhões de barris, sendo que a parte mais significativa é "offshore", ou seja, no mar, perto de Essequibo. Por causa do petróleo, a Guiana é o país sul-americano que mais cresce nos últimos anos. Tanto a Guiana quanto a Venezuela afirmam ter direito sobre o território com base em documentos internacionais: A Guiana afirma que é a proprietária do território porque existe um laudo de 1899, feito em Paris, no qual foram estabelecidas as fronteiras atuais. Na época, a Guiana era um território do Reino Unido. Já a Venezuela afirma que o território é dela porque assim consta em um acordo firmado em 1966 com o próprio Reino Unido, antes da independência de Guiana, no qual o laudo arbitral foi anulado e se estabeleceram bases para uma solução negociada. Fonte: G1

  • Pesquisadores da UFV estudam farinha feita de insetos para consumo humano

    Imagine que você foi ao mercado e encontrou um biscoito zero lactose, zero glúten e cheio de proteína. Mas tem um porém: a farinha usada na fabricação dele é feita de insetos. Você compraria? Apesar de parecer algo assustador, a farinha feita de insetos existe e é objeto de estudo de pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que trabalham justamente para desmistificar o assunto e entender como esse produto poderia ser inserido na indústria e chegar ao consumo humano. A professora doutora Ceres Mattos Della Lucia, coordenadora do grupo de pesquisa que estuda o tema no Departamento de Nutrição e Saúde (DNS) da UFV, explica que um dos objetivos do estudo é avaliar o uso, por exemplo, por celíacos (intolerantes a glúten, presente nas farinhas brancas). “Não pensamos nas farinhas de insetos como alimentos, mas sim como ingredientes que podem agregar valor nutricional e substituir outras farinhas para alérgicos e celíacos, por exemplo”, diz. “Essa farinha seria utilizada como ingrediente em preparações como bolos, cookies, barra de cereal, shakes, uma infinidade de produtos”, diz. A nutricionista lembra que insetos, na sua forma in natura, são consumidos em vários países ao redor do mundo. Mas no Brasil, no Ocidente mais precisamente, ainda não há esse hábito. “A gente vê imagens de pessoas, por exemplo, na Tailândia, na China, consumindo grilos fritos vendidos em feiras, e isso nos causa estranhamento mesmo”, exemplifica. “A possibilidade de transformar esses insetos em farinhas é uma alternativa para que eles possam ser consumidos e nós possamos usufruir dos benefícios contidos neles em termos de valor nutricional”. Farinha rica em proteína Uma das principais discussões sobre o valor nutricional da farinha de insetos é a quantidade de proteínas que ela pode oferecer. Isso leva, inclusive, a debates sobre meio ambiente e alternativas de menor impacto ambiental para inserção de proteínas na dieta humana: a criação de bovinos tem sido criticada por ambientalistas devido à alta emissão de gases-estufa. “Vários estudos já comprovam a alta concentração de proteínas em alguns desses insetos, como, por exemplo, o Tenebrio molitor, que é a larva da farinha, um dos insetos que nós estudamos na nossa pesquisa”, diz a pesquisadora. “A nossa equipe teve como intuito avaliar, além dessa proteína, o que mais esse inseto poderia nos oferecer. Então, fizemos uma caracterização nutricional completa dessas farinhas, e trabalhamos, além do Tenébrio, com o Gryllus assimilis, o grilo Preto, e tentamos também produzir a farinha de barata d'água (Belostoma anurum), que embora se chame barata, não é a que a gente está acostumado a ver, que vem do esgoto, suja, é uma outra espécie”, explica. Ceres conta que o estudo com a barata d’água não deu muito certo porque não foi possível produzir boa quantidade de farinha, a partir das baratas criadas em um laboratório parceiro. Já as farinhas do grilo preto e da larva da farinha foram compradas prontas, de uma empresa em São Paulo que as produz exclusivamente para fins de pesquisa. Mas, afinal, como essa farinha é feita? De acordo com a professora da UFV, a produção da farinha passa por vários processos, que começam com a criação dos insetos em cativeiro, alimentados com uma ração específica. Depois, esses animais são congelados. As baixas temperaturas reduzem o metabolismo deles até que morram e, então, eles são então secos em estufa e triturados até a produção de farinha. Antes do processo de congelamento, porém, os insetos ficam 24 horas em jejum. “Eles são colocados em jejum para que haja realmente a limpeza do trato gastrointestinal e não haja resíduos de fezes no intestino desses animais”, explica, mostrando que todo o processo leva em conta a segurança para o possível consumo humano. Quando a indústria usará essa farinha? De acordo com Ceres, não é possível saber quando ou mesmo se a farinha de insetos será aproveitada pela indústria alimentícia. Atualmente, a pesquisa está em fase de teste com ratos. Durante os testes, eles são alimentados com a farinha, combinada com outros alimentos que fazem parte da dieta desses animais. A partir daí, os pesquisadores analisam se a proteína fornecida pela farinha é segura. “A gente foi no Tenébrio e no grilo porque já havia estudo na literatura, principalmente com o Tenébrio, mostrando que ele era rico em proteína. Aí, a nossa pergunta era: tá bom, é rico em proteína, mas essa proteína é facilmente digerível pelo organismo? Ela contribui para o crescimento e desenvolvimento do organismo? E é isso que nós testamos em animais”, explica. “Não adianta ele ser somente nutritivo, ele tem que ser seguro também”, diz. A especialista frisa que somente após comprovar que as proteínas são seguras para os animais é que começam os testes em humanos. E somente após todo esse processo o produto será oferecido ao mercado. Além disso, existe uma infinidade de insetos que ainda não foram estudados. “Nós temos um mundo altamente vasto e rico em espécies em que, claro, vários ali poderiam ser utilizados para alimentação, mas para que a gente saiba quais deles poderiam ser utilizados para alimentação humana, nós precisaremos estudar”, sintetiza. Fonte: O Tempo

  • Meta diz ao STF que não tem como recuperar vídeo de Bolsonaro após 8 de janeiro

    Administradora do Facebook, a empresa Meta informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não tem mais o vídeo publicado e apagado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após os ataques do dia 8 de janeiro. Ele é suspeito de incitação pública ao crime ao publicar o conteúdo, em 10 de janeiro, que tinha como tema o questionamento da regularidade das eleições de 2022. A empresa alegou não ter meios para recuperar publicações quando elas são apagadas pelo usuário. “A Meta Palataforms reafirma sua intenção de cooperar plenamente sempre que instada e requer seja reconhecida a impossibilidade material de cumprimento da ordem”, diz um trecho do ofício enviado ao STF na quinta-feira (7). Os advogados da empresa disseram ainda que o Supremo não pode penalizar a empresa por descumprir uma ordem “materialmente impossível”. A defesa enviou o documento ao STF após o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, dar 48 horas para a empresa entregar uma cópia do vídeo. A multa diária em caso de descumprimento era de R$ 100 mil. A decisão de Moraes é de terça-feira (5). Ele atendeu a um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na segunda-feira (4) para obrigar a entrega do vídeo. A procuradoria afirma que o conteúdo é necessário para decidir se há ou não elementos para denunciar Bolsonaro. PF apura a autoria intelectual dos atos dos atos de 8 de janeiro O vídeo foi publicado por Bolsonaro em 10 de janeiro e apagado minutos depois. Três dias após isso, Moraes incluiu o ex-presidente no inquérito em que a Polícia Federal (PF) apura a autoria intelectual dos atos dos atos de 8 de janeiro e determinou a preservação do vídeo. O ministro do STF também pediu informações sobre o alcance da publicação de Bolsonaro – total de visualizações, número de compartilhamentos e de comentários. Uma nova notificação foi enviada à Meta em julho. A Meta alega, no entanto, que só foi intimada das decisões em agosto que “desconhecia” a ordem para preservar o vídeo. Cabe agora a Moraes decidir se as explicações da plataforma são suficientes para afastar a multa. Em depoimento à Polícia Federal, Bolsonaro alegou que estava medicado quando fez a publicação. A versão dele é que o vídeo seria compartilhado no WhatsApp, para assistir depois, e não no perfil aberto no Facebook. Fonte: O Tempo

  • LDO: relator cria cronograma para obrigar governo a liberar emendas parlamentares no 1º semestre

    O relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024 (LDO), deputado Danilo Forte (União-CE), afirmou na quinta-feira (7) que incluiu no texto um cronograma para obrigar o governo a liberar emendas parlamentares impositivas – de execução obrigatória – no primeiro semestre. Até a última atualização desta reportagem, a nova versão do texto ainda não tinha sido protocolada. Forte disse esperar que o texto seja votado na Comissão Mista de Orçamento na próxima semana. Quando isso acontecer, o texto ainda terá de passar pelo plenário do Congresso. Atualmente, existem três tipos de emendas, que são indicações de recursos feitas pelos congressistas para seus redutos eleitorais: individuais, que cada parlamentar tem direito de indicar (impositivas) – em 2024, R$ 25 bilhões serão destinados a esta modalidade, segundo Forte; de bancada estadual, com indicação feita por deputados e senadores de um mesmo estado (impositivas) – serão R$ 25 bilhões no ano que vem, diz o relator; de comissão, com recursos indicados por colegiados temáticos no Congresso. Pelas regras em vigor, o Poder Executivo decide a liberação de emendas impositivas a partir de critérios políticos. Ou seja: pode liberar mais recursos na véspera de uma votação importante, por exemplo, para garantir um determinado placar. Com a criação do cronograma, Forte disse que o objetivo é facilitar o trabalho do governo. Segundo o deputado, a gestão das emendas "não pode alimentar a política do fisiologismo”, que condiciona votações no Congresso à liberação dos recursos. “Esse cronograma é para facilitar e facilitar inclusive o trabalho do próprio Executivo. E garante uma certa previsibilidade”, afirmou. Segundo o relator, as emendas impositivas, embora liberadas (empenhadas) no primeiro semestre, poderão ser pagas ao longo do ano, conforme a arrecadação do governo. A exceção à regra serão as emendas destinadas à saúde pela modalidade de transferência fundo a fundo, que deverão ser pagas no primeiro semestre. “O cronograma vem em cima de uma linha de priorização. Em um primeiro momento, de saúde; no segundo momento, o atendimento das prioridades dos parlamentares, dentro de um cronograma que vai ser ao longo do ano executado”, destacou. Contingenciamento Forte também confirmou que rejeitou a emenda apresentada pelo líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que pretendia limitar os bloqueios de gastos a R$ 23 bilhões em 2024. “Os limites do contingenciamento estão na lei do arcabouço fiscal. O problema da emenda é que ela trazia uma fragilidade jurídica. Os pareceres da procuradoria da Fazenda e do Tribunal de Contas da União foram contraditórios. Dentro desse questionamento, a gente preferiu respeitar o que está na lei do arcabouço fiscal e na Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirmou Forte. A lei do arcabouço fiscal estabeleceu um limite de 25% para eventuais bloqueios de despesas não obrigatórias, como custeios e investimentos. Esses bloqueios devem ser promovidos no esforço do governo em cumprir a meta fiscal proposta. Quanto maior o desequilíbrio, maior a necessidade de corte. A emenda rejeitada propunha que eventuais contingenciamentos no próximo ano garantissem um crescimento real de despesas de 0,6% ao ano — acima da inflação —, ainda que o resultado das contas públicas esteja distante da meta fiscal. Fonte: G1

  • Hezbollah: PF conclui que sírios-brasileiros recrutaram para ataques no Brasil

    Após um mês de investigação, a Polícia Federal (PF) concluiu que dois sírios naturalizados brasileiros foram os responsáveis pelo recrutamento de pessoas no Brasil para ataques terroristas. Segundo a Divisão de Enfrentamento ao Terrorismo da PF, Mohamed Khir Abdulmajid e Lucas Passos Lima recrutaram três brasileiros, que foram levados para o Líbano, base do grupo radical islâmico Hezbollah, para negociações. No país do Oriente Médio, os brasileiros tinham passagens pagas, hospedagem em hotéis de luxo e presentes caros, além de receberem dinheiro. As informações foram confirmadas com depoimentos dos suspeitos. Com base no inquérito e pedido da PF, a 2ª Vara Criminal Federal de Belo Horizonte então converteu as prisões temporárias dos dois apontados como braços do Hezbollah no Brasil para prisão preventiva, que não tem prazo para acabar. “É justamente no fato de Mohamed Khir Abdulmajid e Lucas Passos Lima serem os protagonistas na criação de uma rede nacional ligada ao grupo terrorista estrangeiro que se encontram os fundamentos para a decretação de prisão preventiva. Postos que, se soltos, continuarão exercendo a influência que conquistaram para expandir a organização terrorista em formação no Brasil, além de poderem dar continuidade aos atos preparatórios de terrorismo já iniciados”, destacou a juíza Raquel Vasconcelos Alves de Lima. Outros dois suspeitos, que haviam sido presos na operação Trapiche, foram soltos porque colaboraram com as investigações, repassando informações e imagens. Segundo a PF, eles não oferecem perigo à sociedade. Um deles prestou depoimento há duas semanas, em uma oitiva com mudança de versão, e confirmou que recebeu proposta de US$ 100 mil (cerca de R$ 550 mil) para matar pessoas. O investigado, que é um músico carioca, disse ter sido questionado – no Líbano – se fazia parte de alguma facção criminosa e se seria capaz de cometer assassinatos. Respondeu que não. O homem relatou no depoimento que respondeu às abordagens sempre negativamente. O músico disse que, em uma das ocasiões, um indivíduo insistiu perguntando se ele “não seria capaz de matar mesmo por muito dinheiro, por 100 mil dólares ou mais”, no que ele respondeu “novamente que não”, conforme a transcrição das declarações feitas à PF, em depoimento obtido pela CNN. As abordagens teriam sido feitas por pessoas ligadas ao grupo e aponta Mohamad como o principal elo do Hezbollah no Brasil e que está foragido. Na decisão judicial, a PF também informa o pontapé da investigação. “O FBI identificou viagem suspeita ao Líbano de um pequeno grupo de indivíduos possivelmente envolvidos em atividades criminosas no Brasil, tais como atividades criminosas, tráfico de drogas, e potencialmente atividades terroristas”, diz o documento. Líder foragido Mohamed está foragido na Difusão Vermelha da Interpol. A PF suspeita que ele fugiu do Brasil para o Líbano no fim de outubro, por isso houve o pedido de inclusão do nome dele entre foragidos internacionais. Já Lucas Lima foi preso no Aeroporto de Guarulhos ao voltar de uma viagem a Beirute. Com ele, a PF apreendeu US$ 5 mil (cerca de R$ 25 mil). A origem do dinheiro é investigada. O grupo é suspeito de integração e prestação de auxílio a organização terrorista por indivíduos brasileiros natos e naturalizados, bem como a prática de atos preparatórios de terrorismo, fatos que configurariam os crimes previstos na Lei Antiterrorismo. Fonte: CNN

  • Braskem: colapso das minas em Maceió demandará gastos de reparação e pode até 'melar' a venda

    O desastre ambiental em Maceió, provocado pela exploração de sal-gema em uma mina da Braskem, encabeça uma lista de crises enfrentadas pela empresa. Antes, a questão era puramente financeira: as dívidas bilionárias de seu principal acionista, a Novonor (antiga Odebrecht) abriram a necessidade de levantar dinheiro para manter a operação. Para isso, a Braskem tinha uma negociação aberta para a venda de mais de 30% de suas ações para a Empresa Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (Adnoc). Em novembro, a Adnoc fez uma oferta de compra da maior parte das ações detidas pela Novonor por um valor de cerca de US$ 2,1 bilhões, ou R$ 10,3 bilhões, na atual cotação do dólar. À época, os acionistas ainda não achavam a ideal. Agora, com o risco de um colapso na região das minas em Maceió, a negociação ganhou novos contornos, já que a reparação necessária após o desastre deve aumentar expressivamente os gastos que a Braskem terá pela frente. Os riscos para o negócio O desastre causado pela Braskem acabou de gerar multas de mais de R$ 72 milhões para a empresa, aplicadas pelo Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA-AL). Segundo o IMA, a empresa já foi autuada 20 vezes, incluindo as últimas. Além dessas multas, a petroquímica responde a diversas ações judiciais — civis públicas e individuais —, além de acordos que já firmou e outros que podem ser firmados com o Ministério Público, Defensoria Pública e governos municipais, estaduais e federal. João Daronco, analista da Suno Research, comenta que, embora a oferta da Adnoc já tenha sido feita, caso seja aprovada pelos acionistas da Braskem, precisará passar por um período conhecido no mercado como "due diligence" (em tradução livre, diligência prévia). O processo envolve uma série de estudos investigativos que o investidor faz para entender se aquele negócio que ele está fechando, de fato, é uma boa oportunidade, além de mapear os possíveis riscos. Dessa forma, se a Braskem aceitar a oferta, a Adnoc terá um período para entender o tamanho do desastre antes de decidir seguir com o negócio. A principal consequência é a queda de poder de negociação da petroquímica brasileira, o que pode incluir uma severa redução do valor ofertado pelas ações da empresa para compensar as multas pelo desastre em Maceió. Para os especialistas ouvidos pela reportagem, é pouco provável que a companhia dos Emirados Árabes desista da compra. Daronco afirma que a questão principal é a insegurança jurídica que o possível comprador enfrentaria "por não saber qual o tamanho do passivo (dívidas e todas as outras obrigações financeiras de uma empresa) existente desse desastre, além da questão reputacional". "Dependendo do tamanho do passivo, podemos ver algum tipo de diminuição da liquidez financeira da companhia e, possivelmente, aumento do endividamento, mas esta é uma questão que ainda é difícil prever", destaca o analista. Os problemas financeiros da Braskem Mesmo antes de pesadas multas estarem no radar da empresa, a Braskem já passava por um momento financeiramente delicado. Daronco dá dois principais motivos: O setor petroquímico vive um período de "menores spreads", ou seja, uma menor diferença entre o preço de produção e de venda de seus produtos; A sua governança, com a Novonor, vem sendo obrigada a realizar uma série de desinvestimentos para poder pagar dívidas com seus credores. Assim, a venda da companhia é vista como uma saída para que os acionistas minoritários tenham melhores resultados, além de uma troca na gestão ter o potencial de trazer maior eficiência para os negócios da companhia. O principal acionista minoritário da Braskem é a Petrobras, que tem cerca de 36% das ações da empresa. Em outubro, o presidente da estatal, Jean Paul Prates, afirmou acreditar que a venda da fatia da Novonor (de mais de 38%) seria concluída até fevereiro de 2024 — se não houver entrave devido à situação em Maceió. Os débitos da petroquímica com seus credores (que são os grandes bancos) são multibilionários: o saldo de dívida líquida da companhia em seu último balanço, do terceiro trimestre deste ano, era de quase US$ 5 bilhões (ou R$ 24 bilhões). As ações pertencentes à Novonor estão em alienação fiduciária, ou seja, qualquer transação dessas ações só pode ser feita com a autorização dos credores, e isso significa que a própria venda da companhia depende de aprovação. Como a situação em Maceió pode agravar as dívidas Sem uma geração expressiva de caixa, o desastre em Maceió pode acabar em um aumento do endividamento da Braskem. Em um relatório divulgado pela petroquímica em setembro, antes do agravamento do afundamento em Maceió, a empresa explicou que já tem acordos em andamento e verbas separadas para arcar com danos, mas afirmou que ainda não há previsão de qual será o custo final de toda a situação. "A companhia não pode descartar futuros desdobramentos relacionados ao evento geológico de Alagoas, ao processo de realocação e ações nas áreas desocupadas e adjacentes, de modo que os custos a serem incorridos pela Braskem poderão ser diferentes de suas estimativas e provisões", aponta o relatório. Além de multas aplicadas por governos à Braskem, a empresa também deve ser responsabilizada por todos os danos causados aos moradores dos locais afetados pelo desastre ambiental. "Essas famílias têm que ser indenizadas, todo prejuízo material deve ser coberto", aponta Marcelo Tapai, especialista em direito imobiliário do Tapai Advogados. "Além disso, tem um problema emocional muito sério: você abandonar sua casa, largar tudo para trás sem saber onde vai morar — visto que muito provavelmente a empresa não vai disponibilizar um imóvel nas mesmas condições no dia seguinte —, precisando ir para casa de parentes ou hotel. Isso causa um abalo emocional muito grande. Então, o dano moral está configurado e essas pessoas têm direito a receber também uma indenização por danos morais", diz ele. Fonte: G1

  • Justiça mantém presos envolvidos em ato contra privatização da Sabesp

    Dois dos quatro manifestantes detidos na quarta-feira (6) durante a votação da privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) tiveram a prisão mantida, após audiência de custódia, informou o Tribunal de Justiça. Hendryll Luiz Rodrigues de Brito Silva, estudante da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e integrante do Movimento Correnteza; e o professor Lucas Borges Carvente, do Movimento Luta de Classes, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva. Eles vão passar por exame de corpo de delito, pois relataram ao juiz violência policial. Foi concedida liberdade provisória para Vivian Mendes da Silva, presidente estadual da organização Unidade Popular; e ao metroviário Ricardo Senese, do Movimento Luta de Classes. Foi definida fiança no valor de um salário mínimo. Além disso, eles devem seguir as seguintes medidas cautelares: comparecimento mensal ao juízo, justificativa de atividades e atualização de endereço, obrigação de manter endereço atualizado e proibição de se ausentar da comarca em que residem por mais de oito dias sem prévia comunicação. Votação A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou na quarta-feira (6) o Projeto de Lei 1.501/2023, que autoriza o governo estadual a vender o controle da Sabesp. Foram 62 votos favoráveis e um contrário de um total de 94 votos. Todos os deputados de oposição se retiraram do plenário e não participaram da votação. A sessão foi marcada por protestos de trabalhadores da companhia e organizações da sociedade civil que são contrários à privatização da empresa. A votação chegou a ser suspensa, e a galeria do plenário foi esvaziada. Segundo a assessoria de comunicação da Alesp, isso ocorreu “após uma parte dos manifestantes comprometer a segurança e entrar em confronto com a Polícia Militar”. A discussão da proposta foi retomada em seguida. Os manifestantes foram autuados por lesão corporal, dano, associação criminosa, resistência e desobediência, informou a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Integrantes do movimento que resiste à privatização fizeram uma vigília (foto) em frente ao 27º Distrito Policial (DP), no Campo Belo, para protestar contra a prisão do grupo. Agora à noite, eles aguardam em frente ao Fórum Criminal da Barra Funda, onde ocorreu a audiência de custódia. Durante a manhã, a advogada Raquel Brito, que acompanha o caso em assessoria aos manifestantes, classificou a prisão como “injusta” e afirmou que houve ilegalidades na condução das pessoas. A reportagem da Agência Brasil tentou contato novamente com a advogada, mas não conseguiu. Fonte: Agência Brasil

  • Homem é preso por agredir mulher e espancar motorista que tentava ajudá-la em MG; VÍDEO

    Ataque de fúria do homem ocorreu em meio a uma discussão em público com a companheira na cidade de Lagoa Dourada Um homem de 19 anos foi flagrado agredindo a própria namorada, de 33 anos, no meio de uma rua em Lagoa Dourada, na região do Campo das Vertentes. Um homem de 51 anos tentou ajudar a mulher e acabou sendo espancado também, ficando mais de 15 minutos desacordado. O suspeito chegou a ser solto poucas horas após ser detido, mas voltou a ser preso na quarta-feira (6). Câmeras de segurança registraram o momento em que o homem dá um soco na namorada. Pouco depois, ela corre em direção a um carro que passava na rua, pedindo ajuda. O motorista desce do carro, passa alguns segundos perto do casal e, ao voltar para o veículo, leva um soco do suspeito, que sobe em cima da vítima e dá uma sequência de golpes. A ocorrência foi registrada na madrugada do dia 12 de novembro. De acordo com a apuração da Itatiaia, o homem que tentou separar a briga ficou internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) em São João del-Rei com múltiplas fraturas na face e no maxilar. Foi apurado que, por conta da repercussão do caso e da possibilidade do suspeito fugir para a casa de familiares em São Paulo, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do autor do crime. A solicitação foi atendida pela Justiça e o suspeito deu entrada no Presídio de São João del-Rei na quarta (6). A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda retorno. O espaço segue aberto. FONTE: Itatiaia

  • Palácio da Liberdade passa por restauração; espaço não era reformado desde 2006

    Local, do fim do século XIX, foi sede do governo de Minas por 115 anos e faz parte do circuito turístico da Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O Palácio da Liberdade, uma das principais atrações turísticas de Belo Horizonte, está passando por uma restauração. O edifício tem 125 anos e, desde 2006, não era submetido a reformas. Para continuar recebendo o público durante esses dias de obra, foi montada uma programação especial. Os restauradores têm muito trabalho pela frente. No "quarto da rainha", que recebeu em 1920 a então rainha Elizabeth, da Bélgica, e no "quarto do governador", as molduras que decoravam o alto da parede, desabaram em um dia de chuva forte. As pinturas, nos salões e nas varandas, ou estão descascando ou têm mofo. “A parede estava com desprendimento, a pintura estava soltando e agora a gente está corrigindo isso aplicando uma massa para deixar no mesmo nível. A gente está mantendo a pintura original que foi encontrada”, explicou o restaurador Matheus Santos. O Palácio da Liberdade é do fim do século XIX e foi sede do governo de Minas por 115 anos. O espaço faz parte do circuito turístico da Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de BH. “O teto, o pessoal fica bastante abismado mesmo porque é feito de papel machê, uma técnica do papel, cola e água, que é um material que pensam que é frágil e tudo, mas é um material muito leve que foi bem utilizado aqui no palácio, com muitos detalhes dando essa ideia bem bonita. A escada é uma inovação tecnológica muito grande no palácio, ela foi trazida lá da Bélgica. Ela foi trazida em três partes e montada aqui dentro do palácio”, contou o educador museal André Plotz. O funcionário público Rui Gleison Santos veio do Sul de Minas Gerais conhecer essa joia – que é patrimônio cultural do estado. “Esplêndido, né, impressionante por toda arquitetura, por todo o desenho e o significado de cada coisa dessa”. Apesar de toda imponência, a estrutura estava precisando de uma "mãozinha", porque, desde 2006, não passava por reparos. A restauração vai durar um ano e meio, mas não vai fechar as portas do palácio. Quem vier fazer uma visita nestes dias vai ter a oportunidade de ver de perto esse trabalho de recuperação do patrimônio. “Fazer um ateliê aberto para que as pessoas possam conhecer as técnicas de restauração, principalmente dos elementos artísticos. Inclusive, tanto da criançada, que vai ser um caráter educativo, mas também de futuros restauradores, porque a gente sabe que desperta em várias pessoas essa vocação que às vezes não é nem percebida”, falou a presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), Marília Palhares Machado. A funcionária pública Ana Cristina Iatarola ficou impressionada de ver como é delicada a recuperação do que foi perdido com o tempo. “Com palitinhos, com pincéis, de cantinho a cantinho para deixar esse museu tão lindo. Foi a primeira vez e, assim, é muito interessante de ver o cuidado deles com toda essa arte, muito bacana”. FONTE:G1

  • STF começa a julgar se aumento de quase 300% no salário de Zema é legal

    Ministro relator Cristiano Zanin votou para rejeitar a ação que questionava a alta da remuneração do governador de MG. Em seção plenária virtual, o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta sexta-feira (8) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que analisa o aumento do salário do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em cerca de 300%. O relator, ministro Cristiano Zanin, votou por rejeitar a ação, movida pela Confederação das Carreiras Típicas de Estado (Concate), contra a alta. "Não há como realizar a análise do mérito da presente ação, isto é, não há como examinar se o aumento de subsídio previsto pela lei estadual impugnada tem amparo constitucional ou não. Posto isso, voto no sentido de não conhecer da presente ação direta de inconstitucionalidade, ficando prejudicado o exame do pedido de medida cautelar formulado", manifestou o ministro Zanin. Os demais ministros têm até o dia 18 de dezembro para publicarem voto no plenário virtual. Em outubro passado, o STF solicitou informações ao governador Zema e à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) sobre a lei que aumentou o salário das autoridades máximas do Executivo, sancionada em maio deste ano. O governo de MG alega que os vencimentos ficaram congelados por 15 anos. A lei prevê que o aumento será aplicado gradualmente, em três anos. Em 2023, o salário do governador passou de R$ 10.500 para R$ 37.589,96. Em fevereiro de 2024, o valor chegará a R$ 39.717,69 e, em fevereiro de 2025, a R$ 41.845,49. O governo alegou, em nota, que os reajustes foram necessários porque "os valores pagos até então eram incompatíveis" com os cargos. Completou, ainda, que os salários haviam ficado congelados por 15 anos e que a referência para o reajuste foi o vencimento do presidente do Judiciário mineiro. Além do salário do governador, a lei estabelece aumento: De R$ 10.250 para R$ 37.660,94 para o vice-governador; De R$ 10.000 para R$ 33.774,64 para os secretários de Estado; De R$ 9.000 para R$ 31.297,18 para os secretários-adjuntos. Justificativa A justificativa apresentada ao STF pelo governador Romeu Zema para o aumento de quase 300% no próprio salário foi para "corrigir uma inconstitucionalidade". A petição protocolada à Suprema Corte em outubro passado alega que o governador é a autoridade máxima do Executivo e que a remuneração paga a esse cargo serve de teto para os demais funcionários. Alguns estariam ganhando mais do que o governador. "Cabe destacar que a medida visa a corrigir a distorção existente nesse sistema, bem como incentivar a seleção e a manutenção de gestores competentes para o exercício das suas elevadas atribuições", disse a justificativa. FONTE:G1

  • ‘Ela não queria virar mais uma estatística’, diz advogado de mulher que matou marido a facadas

    Segundo o defensor, no dia 1º de dezembro, foi concedida medida protetiva da Lei Maria da Penha em favor da mulher, com a condição de distância de 500 metros A mulher suspeita de matado o marido de 34 anos a facadas na madrugada desta sexta-feira, no bairro Novo Horizonte, em Vespasiano, na Grande BH, tinha uma medida protetiva contra o companheiro. É o que afirma o advogado de defesa Amauri Souza. Segundo ele, no dia 1º de dezembro, foi concedida medida protetiva da Lei Maria da Penha, com a condição de distância de 500 metros da vítima e do afastamento do lar doméstico, fato que não foi respeitado pelo companheiro. Ele contou também que o relacionamento durou quase 20 anos, mas há algum tempo estava conturbado. Ainda de acordo com ele, a mulher sofria agressões e que o ato da madrugada seria por medo de virar mais uma estatística por morte de mulheres. “Ela me contou que ficou desesperada, porque já tinha apanhado muito dele na última quinta-feira (7). Ela estava com a medida protetiva e que ele não respeitou e ainda a ameaçou. Parece que ela teve um episódio de surto, né? E infelizmente tomou essa decisão que causou a morte da vítima. Então provavelmente deve ter sido o medo de virar estatística.” Ainda de acordo com o advogado da mulher, não se sabe se a vítima teria dormido ou não, na casa da suspeita. “Talvez o laudo de necropsia nos informe melhor essa situação, até porque a suspeita está nervosa e incapaz de dar informações precisas que sejam capazes de fazer a gente tomar juízo de valor do fato.” O caso aconteceu na madrugada desta sexta-feira (8), após a suspeita, uma mulher de 40 anos, ter procurado o 36º Batalhão da Polícia Militar, assumindo o assassinato do companheiro, em sua casa. A mulher contou, ainda, que tinha medida protetiva contra o marido, mas na hora da abordagem a suspeita não apresentou o documento à corporação. Como a mulher se apresentou espontaneamente e deu sua versão dos fatos, ela foi presa e agora aguarda os procedimentos da Polícia Militar e Civil. FONTE: Itatiaia

  • Mais de 30 pessoas são presas em ação contra garimpo ilegal em Minas

    Na operação em Diamantina, foram apreendidos 10 detectores de metais, além de equipamentos como pás, enxadas, picaretas, peneiras e bateias Encontrar mais integrante de grupo de garimpo ilegal, descoberto em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, é um dos objetivos da operação “Oro de Tolo”. A ação conjunta é realizada nesta quinta-feira (7/12) pela Polícia Militar de Meio Ambiente, 14ª Região de Polícia Militar (RPM), Comando de Aviação do Estado (Comave), Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e Polícia Federal. A operação resultou na prisão de 31 pessoas, além da apreensão de vasto maquinário. As Investigações começaram há uma semana, quando foi detectado o primeiro indício de garimpo ilegal. A partir daí, foi montada a operação, desencadeada nesta quinta. No total, foram empenhados 60 policiais militares. LEIA TAMBÉM Motorista é arremessado de caminhão e morre em grave acidente na BR-381; veja vídeo PM lança operação Imaculada Conceição com foco nas rodovias Com o auxílio de drones e do helicóptero Pegasus, foram apreendidos 10 detectores de metais, uma arma de fogo calibre 22, um rádio de comunicação, além de equipamentos como pás, enxadas, picaretas, peneiras e bateias. Segundo o tenente-coronel Flávio Santiago, o crime cometido é de usurpação do solo, que é federal. Os presos e os materiais apreendidos foram encaminhados à Polícia Federal. Ainda de acordo com o militar, o primeiro objetivo, identificar e efetuar a prisão de pessoas que atuam ilegalmente na área de garimpo, além de apreender equipamentos, drogas, armas e outros ilícitos envolvidos na atividade, foi atingido. Os presos e todo o material apreendido foram encaminhados à Polícia Federal. FONTE: ESTADO DE MINAS GERAIS

Gazeta de Varginha

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