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Aliados dizem que Lula expressa sentimento de “decepção” e “traição” em relação a Toffoli, segundo relatos

  • há 1 hora
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Reprodução
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Aliados próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relatam que ele tem usado expressões como “decepção” e “traição” para descrever seu sentimento em relação ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no contexto dos desdobramentos do chamado caso Master, segundo reportagem publicada pela CNN Brasil em 19 de fevereiro de 2026.

De acordo com esses relatos sob forte reserva, o ambiente no entorno do Palácio do Planalto é descrito como de clima pesado, marcado por termos mais ácidos — inclusive com uso de palavrões — para caracterizar a reação de Lula às atitudes e decisões de Toffoli diante da crise institucional que envolve a investigação.

Líderes aliados afirmam que o presidente sinaliza uma ruptura definitiva com o ministro do STF, a quem considera ter “devido a ele a cadeira de magistrado na mais alta Corte do País”, e que chegou a qualificar a postura de Toffoli como “traição altíssima”, especialmente após ter reatado a proximidade com ele depois de anos de distanciamento político.

A primeira ruptura entre Lula e Toffoli remonta ao período em que o presidente esteve preso no contexto das denúncias da operação Lava-Jato, quando uma decisão do então ministro impediu Lula de participar do velório de seu irmão, episódio que, segundo interlocutores próximos, contribuiu para o afastamento entre ambos.

Para aliados ouvidos, a sequência de acontecimentos relacionados ao caso Master — cujas implicações políticas e institucionais têm repercutido amplamente no cenário público e dentro do governo — adicionou um problema adicional ao governo, analisam eles, em um momento em que a liderança federal enfrenta desafios e se prepara para um ciclo eleitoral considerado complexo.

Apesar da insatisfação atribuída a Lula em conversas reservadas, aliados ressaltam que não se trata de prejulgar o ministro, enfatizando que a orientação dentro do PT e do governo é defender a presunção de inocência e o direito de defesa de Toffoli, e evitar manifestações públicas que possam ser interpretadas como tentativa de interferência no Judiciário.

Segundo esses relatores, a maneira como Toffoli conduziu a crise, as decisões consideradas polêmicas por parte do magistrado e sua insistência em permanecer por tanto tempo na relatoria do caso Master contribuíram para agudizar o desgaste e ampliar as tensões no ambiente político e institucional.

Gazeta de Varginha

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