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Argentina barra acesso de integrantes do regime venezuelano após ofensiva dos EUA

  • gazetadevarginhasi
  • 4 de jan.
  • 2 min de leitura
Argentina barra acesso de integrantes do regime venezuelano após ofensiva dos EUA
Divulgação
Argentina restringe imigração de venezuelanos ligados ao regime de Nicolás Maduro.

O governo da Argentina anunciou neste sábado (3) a adoção de novas medidas migratórias que restringem a entrada no país de venezuelanos associados ao regime de Nicolás Maduro. A decisão foi comunicada pelo Ministério da Segurança Nacional e atinge funcionários públicos, integrantes das forças armadas e empresários ligados ao governo venezuelano.

Segundo a nota oficial, o objetivo das medidas é impedir que colaboradores do regime utilizem o território argentino como refúgio. O comunicado afirma ainda que o país não concederá asilo político a pessoas identificadas como apoiadoras do governo de Maduro.

O anúncio ocorre após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro. Em pronunciamento oficial, o presidente argentino, Javier Milei, declarou apoio à ação norte-americana e afirmou celebrar a prisão do que classificou como “ditador venezuelano”. Milei também descreveu a Venezuela como um “inimigo da liberdade” no continente e fez uma comparação com Cuba na década de 1960.

O bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba, em vigor há mais de seis décadas, é amplamente condenado pela comunidade internacional, que o considera uma violação do direito internacional. Ainda assim, o presidente argentino citou o caso como referência ao comentar o papel do governo venezuelano na região.

A ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela marca um novo capítulo de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última invasão norte-americana a um país da região havia ocorrido em 1989, no Panamá, quando o então presidente Manuel Noriega foi capturado sob acusações de envolvimento com o narcotráfico.

Assim como no caso panamenho, os Estados Unidos acusam Nicolás Maduro de liderar o suposto cartel De Los Soles, embora não tenham apresentado provas públicas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência da organização. Antes da operação, o governo norte-americano oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão do líder venezuelano.

Críticos da ação afirmam que a ofensiva tem motivações geopolíticas, com o objetivo de afastar a Venezuela de alianças estratégicas com países como China e Rússia, além de ampliar o controle sobre o setor petrolífero venezuelano, que detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.
Fonte:AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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