Dois antigos auxiliares de Jeffrey Epstein ainda controlam fortuna e arquivos do financista após sua morte
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Mesmo após a morte do financista Jeffrey Epstein, em 2019, dois de seus auxiliares mais próximos continuam responsáveis por administrar sua fortuna e muitos dos documentos relacionados ao caso. O advogado Darren Indyke e o contador Richard Kahn foram nomeados pelo próprio Epstein como executores de seu patrimônio e permanecem no controle de sua herança e de registros financeiros que podem revelar detalhes sobre sua rede de contatos.
Os dois profissionais trabalharam com Epstein por décadas e ocupavam posições centrais em seus negócios e estruturas financeiras. Indyke atuou como advogado pessoal do financista desde a década de 1990, enquanto Kahn era responsável pela contabilidade e gestão financeira de suas empresas e fundações. Essa proximidade fez com que ambos tivessem acesso direto a documentos, contas bancárias e estruturas de investimento ligadas ao bilionário.
Após a morte de Epstein, os dois foram designados para administrar oficialmente sua herança, estimada em cerca de US$ 600 milhões na época. Como executores do espólio, Indyke e Kahn ficaram responsáveis por gerir os ativos, responder a processos judiciais e negociar indenizações com vítimas do esquema de abuso sexual comandado por Epstein.
Essa posição também lhes deu controle sobre documentos sensíveis do financista, incluindo registros financeiros, contratos e outros arquivos que poderiam revelar informações sobre suas atividades e conexões com figuras influentes. O acesso a esses materiais transformou os dois executores em peças-chave para investigações e ações judiciais relacionadas ao caso.
Apesar do papel central no círculo de Epstein, Indyke e Kahn não foram acusados criminalmente pelos crimes do financista. Ambos negam qualquer envolvimento ou conhecimento das atividades de exploração sexual pelas quais Epstein ficou conhecido. Ainda assim, investigações e processos civis continuam analisando a atuação de pessoas que fizeram parte de sua rede profissional e pessoal.
O fato de que esses dois aliados de longa data continuam controlando o patrimônio e muitos dos registros do caso gera críticas de vítimas e investigadores. Para alguns, a situação levanta dúvidas sobre transparência e acesso às informações que poderiam ajudar a esclarecer como Epstein operava e quais pessoas influentes mantinham relações com ele.
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