Contrato entre Banco Master e escritório da esposa de Moraes previa consultoria relacionada à PF
há 4 horas
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Wilson Dias/Agência Brasil
O contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), previa serviços de consultoria relacionados à Polícia Federal (PF), segundo informações reveladas no âmbito das investigações sobre a instituição financeira.
O acordo foi firmado entre o banco e o escritório Barci de Moraes, de propriedade de Viviane Barci de Moraes, e estabelecia uma série de serviços que seriam prestados à instituição. Entre as atividades previstas estava a consultoria relacionada a assuntos envolvendo a Polícia Federal.
O contrato entre o Banco Master e o escritório da advogada já havia chamado atenção pelo valor envolvido. O acordo previa pagamentos mensais milionários e poderia alcançar aproximadamente R$ 129 milhões ao longo de três anos. O vínculo foi encerrado em novembro de 2025, quando o Banco Master entrou em processo de liquidação.
As informações sobre o conteúdo do contrato surgiram durante a análise de documentos e mensagens relacionadas ao controlador do banco, Daniel Vorcaro. A Polícia Federal investiga as relações mantidas pelo banqueiro com autoridades e outras pessoas próximas ao poder público no contexto do caso envolvendo o Master.
De acordo com os dados divulgados nas investigações, as tratativas envolvendo o contrato também aparecem em mensagens trocadas por Vorcaro. A PF identificou registros que indicariam que Alexandre de Moraes tinha conhecimento das negociações relacionadas ao acordo firmado entre o banco e o escritório de sua esposa.
Em uma das análises realizadas pelos investigadores, um arquivo relacionado ao contrato apresentou como último usuário responsável pela alteração o nome “Ministro Alexandre de Moraes”. Para a PF, o registro seria um indício de que o ministro teve participação direta na elaboração ou negociação do documento.
O escritório de Viviane Barci de Moraes afirmou anteriormente que o contrato foi firmado para a prestação de serviços jurídicos e que não houve atuação em processos do Banco Master no Supremo Tribunal Federal. A defesa também sustenta que os serviços previstos no acordo foram efetivamente prestados.
O caso passou a integrar as investigações sobre as relações de Daniel Vorcaro com autoridades e instituições públicas. As mensagens recuperadas pela Polícia Federal também incluem conversas nas quais o banqueiro tratava com Alexandre de Moraes de assuntos relacionados ao Banco Master e às investigações que envolviam a instituição.
A divulgação das informações sobre o contrato ampliou os questionamentos sobre a relação entre o banco e o escritório da esposa do ministro, enquanto os fatos permanecem sob análise das autoridades responsáveis pela investigação.
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