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Pelo segundo ano seguido, EUA omitem saudações ao Brasil pelo Dia da Independência em meio a crise diplomática

há 13 minutos
2 min de leitura

Reprodução
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Pelo segundo ano consecutivo, o governo dos Estados Unidos deixou de publicar mensagem oficial parabenizando o Brasil pelo Dia da Independência, celebrado em 7 de setembro. Levantamento realizado com base em comunicados do Departamento de Estado mostra que, nos últimos 12 meses, os americanos enviaram saudações públicas a mais de 180 países pelo seu "Dia Nacional" — que pode corresponder à data de independência, à celebração de padroeira ou outra data simbólica. O Brasil, porém, esteve entre as 10 nações completamente ignoradas.

Além do Brasil, os Estados Unidos também não publicaram nenhuma saudação dirigida ao Afeganistão, à Coreia do Norte, à Etiópia, à Guiné, ao Irã, à Líbia, a Santa Lúcia, à Síria e ao Sudão. A última vez que uma nota oficial foi dirigida ao Brasil ocorreu em 2024, ainda durante o governo de Joe Biden, quando o então secretário de Estado, Antony Blinken, assinou mensagem com "saudações calorosas" ao povo brasileiro.

A ausência de mensagem ao Brasil ocorre em contexto de forte deterioração nas relações bilaterais desde o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, em janeiro de 2025. Em maio deste ano, o governo americano classificou as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Em julho, aplicou tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros. Em resposta, o Itamaraty negou vistos a dois diplomatas americanos que viriam ao Brasil; em represália, os Estados Unidos revogaram o visto da embaixadora brasileira em Washington. O Ministério das Relações Exteriores classificou a medida como parte de "escalada de medidas hostis".

O Departamento de Estado americano, no entanto, continuou parabenizando inclusive países com os quais mantém relações muito conturbadas. Nos últimos meses, foram enviadas saudações públicas à Rússia, à China e à Venezuela, por exemplo. Em caso como o de Cuba, o secretário de Estado chegou a publicar mensagem e vídeo dirigidos diretamente ao povo cubano. A reportagem perguntou ao Itamaraty se havia recebido alguma saudação de forma reservada; o ministério orientou que fosse perguntado ao governo americano, que não respondeu ao pedido de comentário.

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Gazeta de Varginha

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