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Dados apontam chuva dentro da normalidade antes de extravasamentos em minas da Vale

  • gazetadevarginhasi
  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

fonte: estado de minas
fonte: estado de minas
Dados oficiais do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicam que o volume de chuva registrado na região das minas de Viga e Fábrica, em Congonhas, na Região Central de Minas Gerais, esteve dentro da normalidade para o período chuvoso. As informações contrariam a justificativa inicial da Vale, que atribuiu os extravasamentos ocorridos no dia 25 de janeiro ao alto índice de precipitação.
Levantamento do Núcleo de Dados do Estado de Minas, com base em registros de uma estação pluviométrica do Cemaden localizada em Santo Antônio do Leite, distrito de Ouro Preto, aponta que entre os dias 22 e 25 de janeiro foram registrados 93,5 milímetros de chuva. Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que esse volume é comum para os meses de verão na região.
Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Lizandro Gemiacki, pancadas de até 50 milímetros em um único dia são frequentes durante a estação chuvosa. Ele ressalta ainda que variações podem ocorrer entre estações próximas, já que a precipitação não se distribui de forma uniforme.
Para efeito de comparação, a mesma estação registrou 86,2 milímetros de chuva entre os dias 2 e 5 de dezembro do ano passado, volume semelhante ao observado antes dos extravasamentos. No acumulado entre os dias 18 e 25 de janeiro, o índice chegou a 126,5 milímetros, número também considerado compatível com o período.
Apesar disso, janeiro de 2026 apresentou um volume total de chuvas superior ao registrado nos dois anos anteriores. Foram 466 milímetros no mês, contra 307 milímetros em janeiro de 2025 e 175 milímetros em 2024, segundo o Cemaden.
Especialistas destacam que, além da chuva, outros fatores podem influenciar nos impactos registrados, como a saturação do solo, a capacidade de drenagem das estruturas, o relevo da região e o histórico de manutenção das minas. A falta de informações detalhadas sobre os dados pluviométricos internos da empresa também dificulta análises mais precisas.
Em nota, a Vale informou que as causas dos extravasamentos estão sendo apuradas e que utiliza estações meteorológicas próprias, além de dados de órgãos oficiais, para o monitoramento das condições climáticas nas áreas operacionais.

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Gazeta de Varginha

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