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Delação de Daniel Vorcaro pode incluir comunicação entre Alexandre de Moraes e Banco Central

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Fontes ligadas à investigação do caso envolvendo o Banco Master informaram que a delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro deve abordar possíveis comunicações entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e integrantes do Banco Central durante o processo de liquidação da instituição financeira.

A apuração pretende verificar se o ministro tratou do tema com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ou com outros dirigentes da autoridade monetária. A investigação considera ainda um contrato firmado em 2024 entre o banco e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, no valor de R$ 129 milhões, apontado como fora dos padrões de mercado.

Segundo a reportagem, essa linha de investigação difere da estratégia inicial de Vorcaro, que pretendia firmar acordo de delação focado em políticos, sem envolver integrantes do Supremo Tribunal Federal.

No caso específico envolvendo Moraes e sua esposa, os investigadores também buscam acesso a documentos e registros detalhados. Entre eles, estão 36 pareceres elaborados pelo escritório da advogada, além de informações sobre 79 reuniões semipresenciais realizadas na sede do Banco Master e dois encontros por videoconferência.

O escritório afirmou que não atuou no processo de liquidação do banco, tendo prestado serviços relacionados a práticas de compliance da empresa. Essas informações foram apresentadas na primeira manifestação oficial da banca sobre o contrato firmado com a instituição financeira.

A reportagem aponta dois possíveis obstáculos para o avanço dessa linha de apuração. Um deles é a eventual resistência da Procuradoria-Geral da República, que conduz a negociação da delação junto à Polícia Federal, sendo mencionada a proximidade entre o procurador-geral Paulo Gonet e o ministro Alexandre de Moraes.

Outro ponto destacado é que a investigação de um ministro do Supremo depende de autorização da própria Corte. Como não há precedentes de delações premiadas que tenham implicado diretamente integrantes do STF, não está definido qual procedimento será adotado caso o nome de algum ministro seja citado.

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Gazeta de Varginha

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