Dois deputados mineiros entram na mira da CPMI do INSS
gazetadevarginhasi
18 de nov.
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fonte: itatiaia
A lista de investigados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS acaba de crescer. Dois deputados federais de Minas Gerais passaram a ser apurados por suposto envolvimento no esquema de fraudes que, segundo a Polícia Federal, desviou mais de R$ 6 bilhões e comprometeu aposentadorias de milhões de brasileiros. A informação foi confirmada ao Estado de Minas pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Os nomes dos parlamentares mineiros não foram divulgados. De acordo com Viana, o sigilo é necessário enquanto as investigações avançam. O que já está confirmado é que há movimentações financeiras nas contas dos deputados provenientes de entidades que são alvo tanto da CPMI quanto da Polícia Federal.
“Em Minas, nós temos três nomes que apareceram dentro da investigação. Um já é conhecido, alvo de operação da PF. Os outros dois eu não vou citar porque ainda precisamos ‘delinear bem a culpa’. É preciso entender se existe envolvimento efetivo no esquema ou se se trata de outra atividade em paralelo”, afirmou o senador.
Esquema alcançou 27 parlamentares em 17 estados
Ao todo, 27 parlamentares surgem nas apurações: três senadores e 24 deputados federais, espalhados por 17 estados do país. Segundo Viana, todos apresentam algum tipo de ligação com entidades envolvidas no desvio dos recursos.
“As quebras de sigilo estão revelando isso”, explicou. Entretanto, o senador destacou que o trabalho da comissão enfrenta um desafio jurídico: o foro privilegiado. Como parlamentares têm prerrogativa de serem julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), muitos deles podem alegar que só prestarão depoimento à Corte. A Advocacia do Senado analisa o caso e deve orientar a CPMI nos próximos dias.
O senador reforçou ainda que o esquema contou com apoio político que o permitiu atravessar três governos diferentes, se ramificando para diversas regiões do país.
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