Estados Unidos redirecionam US$ 52 milhões em ajuda militar da Europa e Oriente Médio para Panamá, Peru, Equador e Colômbia
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O governo dos Estados Unidos vai retirar US$ 52 milhões em financiamento militar estrangeiro que estava destinado a quatro países da Europa e do Oriente Médio e direcionar os recursos para nações da América Latina. A notificação foi entregue ao Congresso pelo Departamento de Estado nesta terça-feira (15). Os valores que deixam de ser repassados estavam previstos para a Eslováquia, Macedônia do Norte, Tunísia e Iraque. Em seu lugar, receberão o apoio o Panamá, o Peru, o Equador e a Colômbia.
A decisão foi anunciada uma semana após o secretário de Estado, Marco Rubio, visitar a Colômbia, o Equador e o Peru, quando prometeu apoio adicional a esses governos. A medida se insere na política externa da administração Trump, que passa a priorizar o Hemisfério Ocidental, com foco no combate ao tráfico de drogas e à imigração ilegal.
O Departamento de Estado justificou a transferência afirmando que os recursos serão usados para "combater o narcoterrorismo em nosso próprio quintal e ajudar a continuar garantindo a segurança do Canal do Panamá". O texto acrescenta ainda que a ação visa impedir que "adversários estabeleçam posições estratégicas em nosso hemisfério" — em referência velada à China. Segundo o governo norte-americano, a assistência militar à região foi historicamente negligenciada.
O financiamento militar estrangeiro permite que os países beneficiários usem recursos dos contribuintes americanos para comprar equipamentos de defesa fabricados por empresas dos Estados Unidos. A transferência não elimina totalmente o financiamento destinado aos quatro países que perdem parte da verba, embora o valor que permanecerá com cada um ainda não tenha sido divulgado. O Departamento de Estado reconheceu que a distribuição anterior "não está alinhada com a prioridade dada pelo governo" à América Latina.
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