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EUA parabenizaram mais de 180 países em 12 meses, mas ignoraram Brasil, Irã e Coreia do Norte

há 18 minutos
2 min de leitura


Os Estados Unidos deixaram de parabenizar o Brasil em mensagens oficiais enviadas a mais de 180 países ao longo dos últimos 12 meses, segundo levantamento publicado pelo g1. Além do Brasil, Coreia do Norte e Irã também ficaram fora da lista de países que receberam cumprimentos do governo norte-americano.

O levantamento considera manifestações oficiais feitas pelos Estados Unidos em ocasiões como datas nacionais e aniversários de independência. As mensagens são uma forma tradicional de o governo norte-americano cumprimentar outros países em suas principais celebrações nacionais.

A ausência do Brasil ocorre em um momento de forte tensão entre Brasília e Washington, durante o segundo mandato do presidente Donald Trump. Nos últimos meses, os dois governos protagonizaram uma série de atritos diplomáticos e comerciais.

A relação entre os países passou por mudanças importantes durante o período analisado. O governo Trump adotou medidas contra o Brasil, enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve uma postura de contestação a algumas das decisões tomadas por Washington.

Entre as medidas que aumentaram a tensão está a aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros, além de restrições e outras ações adotadas pelo governo norte-americano contra autoridades brasileiras. A relação também foi afetada por divergências envolvendo questões políticas e judiciais no Brasil.

O caso brasileiro se diferencia de situações envolvendo países que mantêm relações historicamente mais difíceis com os Estados Unidos. Irã e Coreia do Norte, por exemplo, estão entre os principais adversários de Washington e possuem relações diplomáticas marcadas por conflitos e sanções.

Mesmo assim, o levantamento mostra que o Brasil passou a integrar o grupo de países que não receberam os cumprimentos oficiais registrados no período de 12 meses.

A ausência da mensagem não representa, por si só, o rompimento das relações diplomáticas entre os países, mas ocorre em um contexto de deterioração das relações bilaterais. A embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, afirmou nesta semana que Brasil e Estados Unidos atravessam um “período incomum” que coloca à prova mais de dois séculos de relações diplomáticas.

Apesar das divergências, Viotti defendeu a manutenção do diálogo e das negociações entre os dois governos. Segundo ela, Brasil e Estados Unidos continuam tendo interesse em preservar uma relação construtiva e buscar uma agenda de cooperação.

O levantamento do g1 evidencia, portanto, como o Brasil passou a ocupar uma posição incomum no histórico recente das manifestações oficiais dos Estados Unidos, justamente em um período de aumento das tensões entre os dois países.

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Gazeta de Varginha

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