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Ex-gerente do Banco do Brasil é Condenado por Desvio de R$ 2,1 Milhões

  • 25 de jul. de 2024
  • 2 min de leitura
Ex-gerente do Banco do Brasil é Condenado por Desvio de R$ 2,1 Milhões
Reproduçõ
Paulo Cézar Zucchi Kosmack deve pagar multa de dez salários mínimos e cumprir prestação de serviços comunitários
Depois de desviar R$ 2,1 milhões, o ex-gerente de uma agência do Banco do Brasil (BB) em São Paulo, Paulo Cézar Zucchi Kosmack, foi condenado a pagar uma multa no valor de dez salários mínimos. O juiz Guilherme Eduardo Martins Kellner, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa, Lavagem de Bens e Valores da Capital, condenou Kosmack a três anos e quatro meses de reclusão. No entanto, a Justiça converteu a pena em prestação de serviços comunitários e pagamento de multa.

Detalhes do Caso
Os desvios ocorreram entre 2007 e 2013, período durante o qual Kosmack realizou um depósito de R$ 1,1 milhão em sua própria conta, além de transferências de dinheiro para contas de parentes e aplicações em empresas. O ex-gerente pode recorrer da decisão no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Rejeição de Peculato Digital
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou a condenação por peculato digital, mas o juiz rejeitou a acusação. Em sua sentença, proferida na segunda-feira, 22, o magistrado afirmou que "a imputação de peculato na denúncia é sustentada pela confissão do acusado, sendo necessária sua condenação pelo desvio de R$ 2.106.682,89 pertencentes ao Banco do Brasil".

O juiz argumentou que "a inserção de dados falsos nos sistemas informatizados do Banco do Brasil teve como objetivo exclusivo desviar dinheiro da instituição financeira para si próprio, sendo essa conduta absorvida pelo crime fim de peculato".

Declaração e Arrependimento
Kosmack, que trabalhou no banco de 1981 até se aposentar em 2013, admitiu em depoimento os desvios. Ele alegou problemas de saúde, dificuldades financeiras e pressão no ambiente de trabalho. Apesar disso, negou ter fraudado o sistema e expressou arrependimento, além do desejo de devolver os valores.

Rejeição da Acusação de Lavagem de Dinheiro
A acusação de lavagem de dinheiro também foi descartada pelo juiz. Ele considerou que os depósitos feitos como investimento configuram apropriação, e "não uma ação posterior que configuraria lavagem de dinheiro".

Conclusão
Paulo Cézar Zucchi Kosmack foi condenado a cumprir sua pena de forma alternativa, com prestação de serviços comunitários e pagamento de multa, após confessar o desvio de mais de R$ 2 milhões do Banco do Brasil. A decisão judicial rejeitou as acusações de peculato digital e lavagem de dinheiro, limitando-se ao crime de peculato.
Fonte: Revista Oeste

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Gazeta de Varginha

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