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Família real britânica enfrenta nova crise após revelações do irmão de Diana sobre Charles

há 1 hora
3 min de leitura


A família real britânica voltou ao centro das atenções após novas revelações feitas por Charles Spencer, irmão da princesa Diana, em seu livro de memórias “Swan Song: Diana, My Sister”. Trechos da obra, que será lançada na próxima semana, provocaram uma rara manifestação do Palácio de Buckingham ao trazer relatos sobre conversas entre Spencer e o então príncipe Charles após a morte de Diana, em 1997.

Segundo Spencer, Charles teria dito, poucos dias depois da morte da ex-mulher, que a família acabaria esquecendo Diana rapidamente. O episódio teria ocorrido durante uma discussão por telefone sobre a participação dos filhos da princesa, William e Harry, no cortejo fúnebre.

Spencer afirma que se opôs à presença dos dois adolescentes atrás do caixão. Na época, William tinha 15 anos e Harry, 12. De acordo com o relato publicado em trechos pelo Daily Mail, a conversa entre ele e Charles se tornou cada vez mais tensa até que o então príncipe teria dito: “vamos esquecê-la rapidinho”. Spencer afirma ter ficado chocado com a declaração e encerrado a ligação.

Outro trecho divulgado posteriormente afirma que Charles teria parecido “eufórico” ao conversar com Spencer na noite da morte de Diana. O irmão da princesa descreveu a reação como destoante do comportamento de outras pessoas que haviam entrado em contato para prestar condolências. A CNN, porém, informou que não teve acesso ao livro antes do lançamento.

Diana morreu aos 36 anos, em agosto de 1997, após sofrer ferimentos internos em um acidente de carro em alta velocidade em Paris. Seus filhos participaram do cortejo fúnebre realizado dias depois, ao lado de Charles, de quem ela havia se divorciado.

As memórias de Spencer também abordam o relacionamento conturbado entre Diana e Charles. Entre os relatos está a alegação de que Diana teria encontrado uma pulseira que seu então noivo havia comprado para Camilla e, posteriormente, tentado romper o noivado. O livro também afirma que Charles chamou Diana de “gordinha” pouco depois do noivado, comentário que, segundo Spencer, foi especialmente doloroso para a princesa, que enfrentava um transtorno alimentar. Parte dessas histórias já havia sido relatada anteriormente por biógrafos e veículos de comunicação.

Palácio de Buckingham reage

A divulgação dos relatos levou o Palácio de Buckingham a emitir uma resposta considerada incomum. Embora a instituição tenha afirmado que, como regra, não comenta livros, um porta-voz declarou que o rei Charles está ciente de que o sofrimento provocado pelo luto entre irmãos pode afetar a razão, o julgamento e a memória de uma pessoa mesmo muitos anos depois de uma perda.

A manifestação foi interpretada pela imprensa britânica como uma resposta direta às alegações apresentadas por Spencer. O palácio informou à CNN que não tinha novos comentários além da declaração já divulgada.

A nova controvérsia ocorre em um período já turbulento para a família real. No início do ano, Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles, foi preso em seu aniversário de 66 anos sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público, quando atuava como enviado comercial do Reino Unido. Ele deixou a função em 2011, após críticas relacionadas a seus vínculos com Jeffrey Epstein, e negou irregularidades em suas relações com o financista e ganhos pessoais decorrentes do cargo.

As novas memórias de Spencer também chegam pouco depois do retorno de Harry e Meghan ao Reino Unido. O casal, que deixou de exercer funções como integrantes da família real, voltou ao país com os filhos, Archie e Lilibet, enquanto Harry retomou aparições públicas.

Harry participou em Londres da primeira edição do Invictus Spirit Awards, evento dedicado a militares, veteranos e integrantes de comunidades que sofreram ferimentos, doenças ou lesões, além de homenagear apoiadores da iniciativa. A cerimônia contou ainda com a presença de personalidades como James Corden, Jess Glynne e Ross Kemp.

No início de setembro, Charles havia divulgado uma carta esclarecendo que Harry e Meghan deveriam ser tratados como “cidadãos particulares” no Reino Unido. Segundo um porta-voz dos Sussex, a decisão teria surpreendido o casal.

Enquanto isso, William e Kate realizaram, na quinta-feira (17), a primeira visita oficial do casal à Ilha de Bute, na Escócia. As atividades dos integrantes da família real ocorreram no mesmo período em que os novos relatos de Charles Spencer voltaram a colocar a morte de Diana e os acontecimentos que se seguiram ao acidente de 1997 no centro da atenção pública.

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