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Golpe do alvará: operação prende grupo que se passava por promotores para extorquir famílias de presos

  • 8 de out. de 2025
  • 2 min de leitura
Golpe do alvará: operação prende grupo que se passava por promotores para extorquir famílias de presos
Divulgação MPMG
Uma operação conjunta dos Ministérios Públicos de Minas Gerais (MPMG) e do Ceará (MPCE) resultou, nesta quarta-feira (8/10), na prisão de 12 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em aplicar golpes financeiros em familiares de presos. A quadrilha, segundo as investigações, se passava por promotores de Justiça para extorquir dinheiro sob a falsa promessa de expedição de alvarás de soltura.

Batizada de Operação Falsa Toga, a ação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em seis cidades cearenses: Maracanaú, Fortaleza, Chorozinho, Cascavel, Pacatuba e Boa Viagem. Das 16 ordens de prisão preventiva expedidas pela Justiça, 12 foram cumpridas nas primeiras horas da manhã.

A operação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber), do MPMG, com apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil de Minas Gerais. No Ceará, a atuação contou com a participação da Polícia Civil local e do MPCE.

De acordo com o apurado, os criminosos ligavam para parentes de detentos em Minas Gerais, identificando-se falsamente como representantes do Ministério Público. Alegavam a possibilidade de liberar o preso mediante o pagamento de uma suposta fiança, que deveria ser feita por transferência bancária imediata.

As investigações identificaram os destinatários dessas transferências. A análise dos extratos bancários revelou um fluxo constante de movimentações entre contas de um número restrito de titulares, numa tentativa de mascarar a origem do dinheiro obtido por meio do golpe.

Os promotores também identificaram uma estrutura organizada: havia abertura e encerramento frequente de contas bancárias e linhas telefônicas, além de comunicação entre celulares distintos com múltiplos chips — prática comum em organizações criminosas para dificultar o rastreamento. Alguns dos investigados já tinham passagens por crimes semelhantes, o que reforça o padrão de reincidência.

As investigações seguem sob sigilo judicial.
Fonte: MPMG

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Gazeta de Varginha

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