Homem que derrubou helicóptero em Caxambu rompe tornozeleira e foge
há 5 dias
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O homem de 52 anos que derrubou um helicóptero ao tentar decolar no aeroporto de Caxambu, no Sul de Minas, é considerado foragido, segundo a Polícia Militar. Menos de um mês após obter liberdade provisória com medidas cautelares, Luiz Gustavo Fonseca Aires rompeu a tornozeleira eletrônica e furtou uma motocicleta no Centro de São Lourenço.
De acordo com familiares, dias antes do novo crime ele pesquisou na internet o Aeroporto de Varginha, o que levou a PM a alertar cidades vizinhas. A Justiça havia proibido o suspeito de se aproximar de aeroportos e aeronaves.
Aires foi solto em 9 de fevereiro, após invadir, na madrugada anterior, o aeroporto de Caxambu, cortar a grade e tentar decolar um helicóptero, que caiu ainda no solo. Ao conceder a liberdade, o juiz impôs afastamento de aeronaves, distância mínima de 200 metros de locais ligados à aviação, uso de tornozeleira e recolhimento domiciliar integral.
As medidas foram descumpridas. A tornozeleira foi encontrada danificada no centro de São Lourenço, e câmeras registraram o suspeito levando a moto furtada, sem capacete. Familiares o reconheceram nas imagens. O veículo não foi localizado.
O furto ocorreu por volta das 7h50 de segunda-feira (2), quando a vítima deixou a moto estacionada perto do trabalho. Cerca de 30 minutos depois, uma testemunha viu um homem sair com o veículo. A vítima fez buscas, sem sucesso.
Até a última atualização, o suspeito seguia sendo procurado. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) informou que, até terça-feira (3), não havia registro de intercorrência na monitoração eletrônica.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que a Vara Única da Comarca de Caxambu ainda não havia recebido comunicação oficial sobre o rompimento.
Imagens internas do helicóptero mostraram Aires no cockpit, manuseando comandos e usando um celular. Ele foi identificado e preso no mesmo dia, em São Lourenço.
Aos policiais, afirmou ser apaixonado por aviação e que queria “testar a aeronave”. O descumprimento das medidas pode levar à reavaliação da liberdade provisória e possível prisão preventiva.
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