Homem é condenado a 16 anos por homicídio qualificado após cobrança de dívida em Pouso Alegre
25 de mar.
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Reprodução
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 8ª Promotoria de Justiça de Pouso Alegre, no Sul de Minas, conseguiu a condenação de um homem de 31 anos a 16 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado. A vítima, de 26 anos, foi morta no bairro Jatobá, em um caso ocorrido no dia 25 de janeiro do ano passado e que gerou grande comoção na comunidade local.
O julgamento aconteceu na última quarta-feira, 18 de março, quando o Conselho de Sentença acolheu integralmente as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, reconhecendo que o crime foi motivado por motivo torpe — relacionado a uma dívida de drogas — e cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A decisão reforça a gravidade da conduta e a forma como o homicídio foi executado. Além da condenação à pena de reclusão, o juiz responsável pelo caso determinou o pagamento de R$ 10 mil como indenização à família da vítima. O homem assassinado deixou um filho de apenas seis anos, o que foi considerado no momento da fixação da reparação pelos danos causados.
O julgamento contou com a atuação do promotor de Justiça Cesar Antonio de Lima, que sustentou a acusação com base nas provas reunidas durante a investigação. Segundo consta na denúncia, o crime teve início a partir de uma cobrança de dívida envolvendo a compra de entorpecentes.
Na ocasião, a vítima estava em uma viela do bairro Jatobá quando foi abordada pelo acusado. Após uma discussão sem acordo, o autor pediu que o homem permanecesse no local enquanto se dirigia até sua casa. Pouco tempo depois, ele retornou armado com uma faca.
De acordo com os autos, ao voltar ao local, o acusado percebeu que a vítima conversava com uma mulher e, de forma repentina, desferiu um golpe certeiro no peito do homem, impedindo qualquer possibilidade de defesa. A vítima caiu imediatamente após ser atingida. Após a ação criminosa, o autor fugiu, mas foi rapidamente localizado e preso em flagrante por policiais militares. A prisão imediata contribuiu para o andamento do processo e para a responsabilização do réu.
Diante dos fatos e da decisão do júri, o magistrado determinou que o condenado cumpra a pena em regime fechado, sem possibilidade inicial de progressão para regimes mais brandos.
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