Homem é condenado a 20 anos por homicídio e ocultação de cadáver em Belo Horizonte
há 3 horas
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Divulgação/Crime ocorreu em agosto de 2024, na região de Venda Nova. Corpo da vítima foi escondido em uma cisterna e coberto com argamassa.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 7ª Promotoria do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, obteve a condenação de um homem de 36 anos acusado de participar do homicídio e da ocultação do corpo de uma mulher de 42 anos. O julgamento foi realizado na terça-feira (30 de junho), e a pena fixada pela Justiça foi de 20 anos de prisão em regime inicial fechado.
O crime ocorreu em agosto de 2024, no bairro Candelária, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Durante a sessão do Tribunal do Júri, o réu confessou a participação no assassinato.
Segundo o Ministério Público, a mãe e duas irmãs do condenado também foram denunciadas por envolvimento no caso. No entanto, elas ainda não foram julgadas, pois recursos apresentados pelas defesas seguem em análise no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
De acordo com a denúncia, a vítima descobriu que a mãe do réu, também acusada no processo, teria desviado uma alta quantia proveniente de um empréstimo realizado em nome do pai da mulher. Após tomar conhecimento da situação, a vítima procurou os envolvidos para exigir a devolução do dinheiro.
Ainda conforme o MPMG, durante a discussão, uma das filhas da acusada afirmou que o valor seria restituído. Para a Promotoria, porém, a promessa serviu apenas para ganhar tempo e atrair a vítima novamente até a residência da família.
Na data combinada para a suposta devolução do dinheiro, a mulher foi atraída para uma emboscada. Ao chegar ao imóvel, foi atacada pelo réu com diversos golpes de faca. Conforme o laudo de necropsia, os ferimentos provocaram sua morte.
Após o homicídio, segundo a denúncia, os acusados ocultaram o corpo da vítima dentro de uma cisterna localizada na residência e utilizaram argamassa para concretar o local, com o objetivo de dificultar a localização do cadáver.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, reconhecendo que o crime foi cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Com a condenação, o réu permanecerá preso e deverá cumprir a pena de 20 anos de reclusão em regime inicial fechado. O processo em relação aos demais denunciados seguirá tramitando até o julgamento definitivo.
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