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Júri condena mulher acusada de encomendar morte ligada ao tráfico em Minas

  • gazetadevarginhasi
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura
Júri condena mulher acusada de encomendar morte ligada ao tráfico em Minas
Divulgação
Mulher foi condenada a 17 anos e seis meses de prisão por homicídio duplamente qualificado ocorrido em 2018, na região Central de Minas Gerais.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Nova Lima, obteve, na última sexta-feira (30), a condenação de uma mulher acusada de ser a mandante do assassinato de um homem ocorrido em setembro de 2018, no município de Rio Acima, região Central do estado. A pena foi fixada em 17 anos e seis meses de reclusão, em regime fechado.

Apesar de ainda caber recurso da decisão, a magistrada responsável pelo caso negou o pedido da defesa para que a ré recorresse em liberdade. Segundo o MPMG, outras cinco pessoas envolvidas no crime já haviam sido julgadas e condenadas, sendo três familiares da acusada e dois homens contratados para executar o homicídio.

A sentença reconheceu a prática de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento ocorreu após a ré permanecer foragida por cerca de seis anos. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a família da acusada atuava no tráfico de drogas na cidade, e o crime teria sido motivado por prejuízos financeiros causados pela vítima na comercialização de entorpecentes na região.

Ainda de acordo com a acusação, a mulher foi responsável pelo primeiro contato com um dos executores, negociou a execução do crime, contratou os autores e auxiliou na fuga do grupo após o assassinato. A vítima foi abordada enquanto estava sentada em frente ao portão de sua residência e foi atingida por cinco disparos de arma de fogo.

Julgamento
O primeiro julgamento da acusada estava previsto para setembro de 2025, mas foi adiado devido à ausência da advogada de defesa. Uma nova sessão foi marcada para o dia 10 de outubro do mesmo ano, porém acabou suspensa novamente, em razão do não comparecimento da defensora e de uma ameaça de bomba no plenário.

A sessão definitiva foi realizada na última sexta-feira, 30 de janeiro. O júri teve início às 9h30 e se estendeu até a madrugada de sábado. “Assim a nova sessão foi marcada para a última sexta-feira, 30 de janeiro. O júri teve início às 9h30 e transcorreu até a madrugada de sábado. Ao final, a ré foi condenada integralmente nos termos da denúncia, por homicídio duplamente qualificado”, afirmou o promotor de Justiça Enzo Bassetti.

O julgamento contou ainda com a presença de um representante da Associação Mineira do Ministério Público (AMMP), que acompanhou a sessão para garantir a segurança e a integridade da atuação dos promotores de Justiça.
Fonte: MPMG

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Gazeta de Varginha

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