Júri em Varginha absolveu homem acusado de matar menino de 3 anos de idade
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O Tribunal do Júri de Varginha absolveu Leonardo José Cardoso Azevedo Capitâneo da acusação de homicídio qualificado pela morte de Davi Miranda Totti, de 3 anos. O julgamento ocorreu entre os dias 29 e 30 de abril, e a decisão do Conselho de Sentença confirmou a existência do crime, mas negou a autoria atribuída ao réu. Como estava preso preventivamente, a Justiça determinou a expedição imediata do alvará de soltura em favor de Leonardo. Da decisão de primeira instância ainda cabe recurso por parte do Ministério Público.
Durante a sessão, a acusação defendeu a condenação do réu por homicídio qualificado por meio cruel, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por ter sido cometido contra menor de 14 anos. A defesa, por sua vez, sustentou a tese de negativa de autoria. Ao final dos debates, os jurados se reuniram e rejeitaram a autoria por 4 votos a 2, o que resultou na absolvição por falta de comprovação de que o acusado teria sido o autor do crime.
A defesa de Leonardo sustentou em plenário que o caso se tratou de um acidente doméstico. Segundo o advogado de defesa, Fábio Gaudêncio, ficou demonstrado que não houve agressões, mas sim uma queda da criança em um cômodo da residência, seguida pelo socorro médico e o posterior óbito no hospital. Por outro lado, a família paterna de Davi Totti manifestou profunda indignação com o resultado, afirmando que a decisão não representou justiça e renovou o sofrimento dos parentes. Em nota oficial, os familiares destacaram que mantêm confiança no recurso protocolado pelo Ministério Público.
O caso ocorreu em 25 de fevereiro de 2025, quando o menino foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) pela mãe e pelo padrasto. Na ocasião, a equipe médica constatou a gravidade do estado de saúde da criança e acionou a Polícia Militar. O boletim de ocorrência registrou que Davi deu entrada na unidade com crise convulsiva, diversos ferimentos, hematomas pelo corpo e traumatismo craniano.
Em depoimento prestado à época, o padrasto alegou que apenas colocou o menino para dormir antes da chegada da mãe e negou ter conhecimento sobre a origem das lesões. O pai de Davi informou à polícia que vira o filho pela última vez no dia 22 de fevereiro daquele ano e que a criança não apresentava nenhum sinal de violência. O menino permaneceu internado por 14 dias no Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu em 11 de março de 2025. A mãe de Davi chegou a ser investigada por omissão de socorro, mas o Ministério Público não a denunciou no processo.
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