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Mais de um ano após fechamento da Central do Café, 380 produtores de Muzambinho ainda aguardam ressarcimento de mais de 16 mil sacas de café

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

Reprodução
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Mais de um ano após o fechamento da Central do Café, em Muzambinho (MG), cerca de 380 produtores rurais ainda aguardam o ressarcimento de mais de 16 mil sacas de café que permanecem retidas na antiga unidade. O caso, que envolve agricultores de Muzambinho, Monte Belo, Nova Resende e Cabo Verde, segue tramitando na Justiça e mobiliza dezenas de famílias que relatam prejuízos milionários e impactos diretos na sua produção e sustento.
A empresa encerrou oficialmente suas atividades em 11 de fevereiro de 2025, deixando um vazio significativo no comércio local de café. Desde então, a única lembrança da presença da negociadora é a placa ainda instalada na fachada do prédio. Na época do fechamento, a Central do Café estimava que o montante das sacas depositadas pelos produtores atingia cerca de R$ 40 milhões. Até o momento, nenhum valor foi devolvido, gerando incerteza e preocupação entre os cafeicultores.
Entre os prejudicados está João Batista Vasconcelos, que teve 177 sacas retidas. Ele relata que, até hoje, não recebeu qualquer compensação financeira. “Na época, a saca estava cerca de R$ 2.550. Hoje está em torno de R$ 1.800 e não tem novidade. Não só eu, mas todos que tiveram prejuízo estão perdendo a esperança. A cada dia que passa, vai caindo mais a esperança de receber”, disse. A situação demonstra não apenas a perda financeira, mas também o impacto emocional e a incerteza que paira sobre os produtores afetados.
O cenário evidencia como o fechamento abrupto da Central do Café afetou a economia local, com muitos produtores dependendo do valor das sacas para manter suas propriedades, investir em novas plantações e honrar compromissos financeiros. Além disso, a demora na devolução dos recursos ameaça comprometer a produção futura e a estabilidade de famílias que vivem exclusivamente da cafeicultura.
Enquanto aguardam decisões judiciais, os cafeicultores seguem organizando-se e acompanhando de perto os trâmites do processo. O caso se tornou um exemplo da complexidade que envolve a comercialização do café e da necessidade de mecanismos mais eficazes de proteção aos produtores, garantindo que situações como essa não se repitam e que os investimentos realizados ao longo de anos de trabalho possam ser efetivamente resguardados.
Fonte:G1

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Gazeta de Varginha

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