Megaoperação contra o PCC cumpre mais de 300 mandados em seis estados
1 de jul.
2 min de leitura
Reprodução
O Ministério Público de Santa Catarina deflagrou na manhã desta quarta-feira (1º) a Operação Coluna Sul, uma megaoperação interestadual que tem como alvo integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) com atuação dentro e fora do sistema prisional. A ação é considerada a maior já realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) catarinense.
Ao todo, estão sendo cumpridas 320 ordens judiciais, sendo 151 mandados de prisão temporária e 169 mandados de busca e apreensão. As medidas foram autorizadas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina e são executadas simultaneamente em seis estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
Segundo o Ministério Público, os investigados são suspeitos de participação em crimes como organização criminosa, tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo. As autoridades afirmam que a operação busca enfraquecer a capacidade de articulação e comando da facção na região Sul e em áreas estratégicas do país.
A ofensiva é um desdobramento das investigações iniciadas durante a Operação Maserati, deflagrada em 2021. De acordo com o MPSC, as apurações apontaram a atuação de integrantes da facção tanto em liberdade quanto dentro de unidades prisionais, incluindo suspeitos responsáveis por transmitir ordens e coordenar atividades criminosas entre diferentes estados.
A operação mobilizou uma grande estrutura de segurança, envolvendo 103 integrantes do Gaeco, cerca de 552 agentes de segurança pública, 198 viaturas e dois helicópteros. Em Santa Catarina, foram montadas bases operacionais em cidades como Florianópolis, Joinville, Lages, Chapecó e São Miguel do Oeste para coordenar o cumprimento simultâneo das medidas judiciais.
Durante uma das diligências realizadas no Paraná, equipes da operação foram alvo de disparos de arma de fogo. Houve troca de tiros e um suspeito apontado pelas autoridades como integrante da facção morreu no local. Segundo o Ministério Público, ele teria reagido à abordagem utilizando uma pistola equipada com seletor de rajada.
As investigações seguem sob sigilo judicial e os materiais apreendidos durante a operação serão encaminhados à Polícia Científica para realização de perícias e aprofundamento das apurações.
Comentários