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Minas Gerais lidera crescimento industrial em setembro e avança 1,3%, contrariando retração nacional

  • gazetadevarginhasi
  • 14 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Reprodução
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A produção industrial de Minas Gerais cresceu 1,3% em setembro, em comparação com o mês anterior, enquanto o resultado nacional apresentou retração de 0,4%, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgada pelo IBGE. O bom desempenho do estado foi puxado tanto pela indústria de transformação, que avançou 3,2%, quanto pela indústria extrativa, que subiu 2,4%.
Das 13 atividades que compõem a indústria de transformação mineira, nove tiveram crescimento no período. O destaque absoluto ficou com o setor de máquinas e equipamentos, que registrou uma impressionante alta de 23,9% no mês. Também contribuíram positivamente os segmentos de alimentos, com crescimento de 4,5%, e metalurgia, que avançou 3,2%. Por outro lado, atividades como produtos químicos (-3,8%) e derivados de petróleo e biocombustíveis (-1,3%) puxaram o desempenho para baixo em suas respectivas áreas.
No acumulado do ano até setembro, a indústria mineira apresenta alta de 0,7% frente ao mesmo período de 2024. A indústria de transformação teve crescimento de 1,4%, enquanto a indústria extrativa sofreu retração de 1,2%. Apesar do cenário ainda desafiador, os dados reforçam a percepção de recuperação gradual da atividade industrial em Minas.
Segundo análise da Gerência de Economia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), fatores como a recente inauguração de uma nova e moderna fábrica de bebidas no Sul de Minas e a ampliação de investimentos públicos por meio do PAC e do programa Minha Casa, Minha Vida devem favorecer segmentos ligados à cadeia da construção civil e minerais não metálicos.
No cenário externo, a recuperação econômica da Argentina — tradicional parceira comercial do Brasil — tende a beneficiar o setor automotivo mineiro, que mantém desempenho sólido ao longo de 2025.
Para a FIEMG, o resultado de setembro sinaliza um movimento firme, embora moderado, de retomada da indústria no estado. Mesmo diante de juros elevados, a entidade projeta a manutenção do ritmo de crescimento no último trimestre do ano, impulsionado por novos investimentos, melhora gradual da demanda interna e uma maior estabilidade no mercado internacional.

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Gazeta de Varginha

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