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Ministério da Saúde alerta para possível epidemia de dengue em Minas Gerais

  • 11 de dez. de 2023
  • 2 min de leitura

O estado mineiro já ficou entre os estados com mais casos de dengue em 2023 e, segundo a pasta federal, tem "potencial epidêmico" para o ano que vem.


Assim como dengue e zika, o chikungunya também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti — Foto: Sean Werle/INaturalist

O Ministério da Saúde fez uma projeção de casos de dengue para 2024 e afirmou que Minas Gerais tem "potencial epidêmico" de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Até novembro deste ano, foram registrados 386.830 casos de dengue no estado. No mesmo período do ano passado, foram 79.840.

Além do estado mineiro, o Espírito Santo também está sob alerta na Região Sudeste do país.

"O Centro-Oeste vai ficar em nível epidêmico. No Sudeste, atenção para Minas Gerais e Espírito Santo, com potencial epidêmico. No Sul, Paraná tem potencial muito alto. Já o Nordeste terá um aumento, mas abaixo do limiar epidêmico", disse a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente da pasta, Ethel Maciel.

Segundo a secretaria, com a chegada do período chuvoso e das temperaturas elevadas, historicamente o número de casos de dengue, chikungunya e zika sobe significativamente. E neste verão, a probabilidade deve ser potencializada por causa das mudanças climáticas e dos efeitos do El Niño.

Por isso, mais de 11 mil profissionais de saúde foram preparados para trabalhar na prevenção, no tratamento e controle dessas doenças. Entre outras medidas, o Governo Federal anunciou a ampliação do método Wolbachia, que se trata de libertar mosquitos infectados por uma bactéria intracelular, que o impede de transmitir os vírus.

Nesta sexta-feira (8), a pasta federal anunciou que vai investir R$ 256 milhões em programas de combate às arboviroses.

Mais de 1 milhão de casos

O número de casos de dengue no Brasil passou de 1,6 milhão em 2023, um aumento de 17,5% em relação ao mesmo período do ano passado. A taxa de letalidade foi de 0,07% nos últimos dois anos: 1053 mortes em 2023 e 999 em 2022.

O Ministério da Saúde afirmou que as mudanças climáticas, aumento de chuvas e a mudança do sorotipo do vírus podem explicar o aumento nos registros. Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal foram os estados com maior incidência.

Quando observados os casos de chikungunya, Minas também está no topo do ranking, junto com Tocantins e Espírito Santo. Foram 145,3 mil registros no país, uma redução de 42,2% em relação ao ano passado. A pasta federal contabilizou 100 mortes causadas pela doença.

A zika foi quem teve o maior aumento proporcional de casos em um ano: 289%. São 7,2 mil registros em 2023 e em 2022, 1,6 mil. O ministério afirmou que, até o momento, há uma morte em investigação.


FONTE:G1

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Gazeta de Varginha

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