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Moradores protestam contra pedágio antes de obras na BR-365

  • gazetadevarginhasi
  • há 6 dias
  • 3 min de leitura

fonte: estado de minas
fonte: estado de minas
Moradores das regiões do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba realizam nesta segunda-feira (2/2) uma manifestação contra a possível implantação de praças de pedágio na BR-365 antes da execução de obras de melhoria na rodovia. O protesto está marcado para o trevo de acesso a Coromandel e tem como foco principal a cobrança por duplicação e mais segurança em trechos considerados críticos e marcados por acidentes fatais.
A mobilização ocorre em meio a um cenário de recorrência de acidentes graves na BR-365. Apenas no mês de janeiro deste ano, foram registradas pelo menos cinco ocorrências com mortes ao longo da rodovia, resultando em 12 vítimas fatais e dezenas de feridos, conforme levantamento com base em registros recentes. Os dados consolidados de acidentes referentes a 2025 ainda não foram finalizados pela Polícia Rodoviária Federal em Minas Gerais.
Entre os acidentes mais graves está o capotamento de um ônibus de turismo ocorrido em 6 de janeiro, em Patos de Minas, que deixou seis mortos e dezenas de feridos. No dia seguinte, uma van capotou no mesmo município, provocando a morte do motorista. Outros registros incluem uma colisão frontal entre dois carros, em São Gonçalo do Abaeté, que deixou dez feridos, além de batidas envolvendo carretas e veículos de passeio em Patos de Minas e Santa Vitória, com novas mortes confirmadas.
Diante desse cenário, o Movimento Popular em Defesa da BR-365 organizou o ato desta segunda-feira como forma de chamar a atenção para a insegurança da via e para a proposta de implantação de três praças de pedágio sem a realização prévia de obras estruturais. Segundo os organizadores, a rodovia é essencial para o escoamento da produção agrícola e industrial da região e apresenta problemas históricos de infraestrutura.
Na convocação do protesto, o movimento afirma que milhares de pessoas transitam diariamente por uma rodovia marcada por abandono, insegurança e mortes, e que a população não aceita mais pagar com vidas pela falta de investimentos. Os manifestantes cobram o cumprimento de promessas feitas no processo de concessão do trecho entre Patrocínio e Uberlândia, incluindo a duplicação de segmentos da estrada.
Um dos organizadores, Lucas Novais, explica que a mobilização teve início após moradores tomarem conhecimento de que o trecho entre Patrocínio e Patos de Minas, atualmente federal, poderia passar à gestão estadual e posteriormente ser concedido à iniciativa privada, com cobrança de pedágio. Segundo ele, o movimento não é contra a tarifa, mas defende que as melhorias estruturais ocorram antes da cobrança.
Este é o primeiro de três protestos previstos pelo movimento. Os próximos atos devem ocorrer nos trechos entre Patos de Minas e Lagoa Formosa e, posteriormente, na região de São Gonçalo do Abaeté, no Noroeste de Minas.
Em nota, a concessionária EPR Triângulo informou que vem realizando investimentos na qualificação da malha viária sob sua responsabilidade, com foco na segurança e na fluidez do tráfego em mais de 600 quilômetros de rodovias no Triângulo Mineiro. A empresa afirma que as intervenções já resultaram em redução de 23% no número de acidentes, com ações como melhorias no pavimento, reforço da sinalização, instalação de defensas metálicas e iluminação em trevos.
A concessionária esclareceu ainda que mantém diálogo com autoridades e comunidades locais e destacou que a manifestação prevista para esta segunda-feira se refere a um trecho que não integra sua área de concessão. Segundo a empresa, está em dia com as obrigações contratuais, incluindo a duplicação de 36 quilômetros da BR-365, prevista para fevereiro de 2028.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) foi procurado para comentar a situação dos trechos sob sua responsabilidade, mas não houve retorno até a publicação da matéria.
Especialistas apontam que os acidentes na BR-365 são resultado de múltiplos fatores, como o aumento do fluxo de veículos pesados, a falta de adequações estruturais e a ausência de políticas públicas integradas. A rodovia é considerada estratégica para o transporte de cargas do agronegócio e da indústria, mas não acompanhou o crescimento da demanda ao longo dos anos.
Representantes de caminhoneiros também destacam que a falta de estrutura adequada, aliada à inexperiência de motoristas e às condições precárias da via, contribui para o alto número de acidentes, reforçando a necessidade de intervenções mais amplas para garantir segurança aos usuários

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Gazeta de Varginha

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