MP entra com nova ação contra Prevent Senior por conduta durante pandemia
- 6 de fev. de 2024
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Em acção movida, MP pede quase R$ 1 bi de indenização na Justiça do Trabalho

Após quase dois anos e meio de investigação, o Ministério Público ajuizou uma ação na Justiça do Trabalho de São Paulo contra a operadora de planos de saúde Prevent Senior, em decorrência de uma série de irregularidades durante a pandemia de Covid-19, de acordo com promotores e procuradores.
Os investigadores afirmam que as acusações feitas por médicos, pacientes e familiares foram confirmadas, resultando em uma ação por dano moral coletivo no valor de R$ 940 milhões - correspondente a 10% do faturamento líquido da empresa entre 2020 e 2021.
A Ação Civil Pública foi elaborada em conjunto pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e MPF (Ministério Público Federal).
Após a recusa da Prevent Senior em assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pelo MPT para corrigir falhas nas práticas de trabalho durante a pandemia, os procuradores decidiram pela judicialização do caso.
Durante a investigação, foram ouvidos 57 profissionais de saúde da Prevent Senior e reunidos 37 mil documentos, incluindo protocolos médicos, prontuários de pacientes e conversas de aplicativos de mensagens da direção da empresa.
A ação foi protocolada na Justiça do Trabalho na segunda-feira (5) e detalhada nesta terça-feira (6).
Os investigadores concluíram que a empresa:
- Permitiu e incentivou que profissionais trabalhassem infectados pelo coronavírus;
- Não exigiu que seus profissionais de saúde se vacinassem contra a Covid-19;
- Só passou a exigir o uso de máscaras em novembro de 2020;
- Realizou experimentos com medicamentos sem aprovação dos órgãos de pesquisa;
- Praticou assédio moral contra os médicos, forçando-os a prescrever medicamentos ineficazes;
- Ordenou a prescrição de medicamentos ineficazes mesmo sem a confirmação do vírus da Covid-19 nos pacientes.







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