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Operação Contrassabotagem cumpre prisões e apura esquema de espionagem e obstrução de investigações

  • 18 de jun.
  • 2 min de leitura
Operação Contrassabotagem cumpre prisões e apura esquema de espionagem e obstrução de investigações
Divulgação/PF deflagra nova fase da Operação Rejeito e investiga espionagem contra autoridades
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18/6), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal em Minas Gerais (Gaeco/MPFMG), a segunda fase da Operação Rejeito/Contrassabotagem, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar para dificultar investigações e interferir no andamento de ações penais.

Nesta etapa da operação, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, além da suspensão das atividades de empresas ligadas aos investigados. As medidas foram autorizadas por um colegiado de magistrados da Justiça Federal em Minas Gerais, responsável pelo processamento e julgamento dos casos relacionados à investigação.

A primeira fase da operação teve como foco desarticular um grupo suspeito de praticar atos destinados a neutralizar a ação do Estado, por meio do monitoramento de alvos e de tentativas de obstrução de investigações oficiais vinculadas a outras duas operações policiais.

De acordo com a Polícia Federal, o avanço das investigações revelou que a organização criminosa teria contratado uma empresa para realizar supostos atos de espionagem contra pessoas de interesse do grupo, incluindo autoridades públicas e particulares.

Os investigadores também identificaram atividades sistemáticas de monitoramento de indivíduos, obtenção indevida de dados pessoais e sensíveis, além de tentativas de aproximação com agentes públicos para finalidades ilícitas.

Outro ponto apurado indica que integrantes do grupo teriam buscado contratar operações policiais simuladas, conhecidas como blitze falsas, bem como oferecer vantagens para obtenção ilegal de informações protegidas pelos sigilos bancário e telefônico.

As investigações ainda apontam indícios de acessos indevidos a sistemas restritos de órgãos de segurança pública.

Os investigados poderão responder por crimes de embaraço à investigação de organização criminosa, violação de sigilos bancário e telefônico, além de outros delitos que poderão ser identificados no decorrer das apurações.
Fonte: PF

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Gazeta de Varginha

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