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Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 22/08/2026

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Luiz Fernando Alfredo
Luiz Fernando Alfredo
Brasil, um país inimigo de suas próprias empresas

Há países que tratam suas empresas como patrimônio nacional. Há outros que as tratam apenas como contribuintes. E há o Brasil, que parece ter escolhido uma terceira alternativa: tratar quem produz como suspeito, cobrar como se fosse culpado e burocratizar como se quisesse vê-lo morto.

A empresa brasileira nasce com uma missão simples: produzir, empregar, pagar salários e gerar riqueza.

Mas logo descobre que, antes de produzir, precisa sobreviver a impostos, taxas, encargos, burocracia, fiscalizações, certidões e uma interminável coleção de regras.

E paga para sustentar uma máquina pública que, muitas vezes, não produz riqueza - apenas administra, distribui e consome a riqueza produzida por outros.
O empresário assume o risco. O Estado fica com uma parte do resultado.
Se a empresa cresce, aumenta a arrecadação. Se tem lucro, paga imposto. Se contrata, paga encargos. Se vende, paga imposto. Se compra, paga imposto.
Até respirar parece exigir uma guia de recolhimento.
E quando a empresa não aguenta?
Fecha.
E então desaparecem empregos, salários, fornecedores, investimentos e, ironicamente, também os impostos que o Estado tanto queria arrecadar.
Existe uma lógica que parece difícil de entender em Brasília: empresa não fabrica imposto. Empresa fabrica riqueza. O imposto é consequência.
Quanto mais se asfixia quem produz, menos se produz.
Quanto menos se produz, menos empregos existem.
Quanto menos empregos existem, menor é a arrecadação.
Mas, diante do problema, qual costuma ser a solução?
Cobrar mais.
É a velha história da galinha dos ovos de ouro. Em vez de alimentá-la, alguém resolve cobrar mais ovos.
Até matá-la.
O Brasil precisa parar de enxergar a empresa como uma fonte inesgotável de dinheiro.
Empresa não é caixa eletrônico do Estado.
É patrimônio, investimento, emprego, renda e produção.
O empresário não deveria ser tratado como inimigo.
Deveria ser tratado como aquilo que realmente é: alguém que coloca o próprio dinheiro em risco para produzir aquilo que o Estado precisa arrecadar.
Porque há uma verdade incômoda que nenhum discurso consegue esconder:
quando o Estado mata a empresa, perde também o contribuinte.
E talvez seja exatamente isso que o Brasil ainda não tenha entendido:
não se pode sustentar um Estado cada vez maior asfixiando justamente aqueles que produzem o oxigênio que o mantém vivo.

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