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Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 25/08/2026

  • há 15 minutos
  • 2 min de leitura
Luiz Fernando Alfredo
Luiz Fernando Alfredo
LULA E O PAÍS DO POVO ENGANADO POR SUAS PROMESSAS MÁGICAS - FAZER O POBRE VIVER COMO RICO, TRABALHANDO O MÍNIMO POSSÍVEL

Há algo profundamente estranho na política brasileira: o governante admite que não conseguiu fazer tudo o que prometeu e, em seguida, pede mais quatro anos para realizar justamente aquilo que ficou por fazer.
Lula faz isso novamente.
A pergunta é inevitável: se não conseguiu entregar em quatro anos, por que o eleitor deveria acreditar que agora conseguirá?
O problema não é apenas político. É econômico.
As projeções do próprio mercado reunidas pelo Ministério da Fazenda apontam para 2027 com déficit primário próximo de R$ 54 bilhões e dívida bruta equivalente a 86,5% do PIB. Há economistas que já classificam 2027 como um ano potencialmente muito difícil para a economia brasileira.
Ou seja: o próximo governo poderá receber uma conta pesada para administrar.
E aqui está uma das maiores ironias deste ciclo político: enquanto o Brasil precisava discutir produtividade, equilíbrio fiscal, investimentos, segurança, educação e crescimento, uma parcela enorme do discurso presidencial continuou girando em torno de Jair Bolsonaro.
Bolsonaro deixou de ser presidente, mas aparentemente continua sendo personagem indispensável ao discurso de Lula.
É como se o governo ainda precisasse de um adversário para justificar aquilo que não conseguiu resolver.
Mas um país não pode ser administrado olhando permanentemente pelo retrovisor.
Depois de três mandatos presidenciais e de quatro anos de um novo governo, Lula já não pode se apresentar como alguém que precisa de tempo para descobrir o Brasil.
Ele conhece o problema. Conhece a máquina. Conhece o orçamento. Conhece o poder.
E justamente por isso precisa responder pelo resultado.
Não basta anunciar novamente o que pretende fazer. É preciso explicar o que foi prometido, o que foi realizado, o que não foi realizado e, sobretudo, quanto custou ao brasileiro.
Porque promessa repetida não vira realização.
Vira propaganda.
E quando uma promessa não cumprida retorna ao palanque como se fosse novidade, estamos diante daquilo que eu considero um estelionato político da esperança - não como crime tipificado, mas como uma prática que merece ser examinada pelo eleitor.
O brasileiro precisa abandonar a memória eleitoral curta.
Não deve perguntar apenas:
“O que Lula promete para 2027?”
Deve perguntar:
“O que Lula prometeu antes?”
E depois:
“O que aconteceu com a conta?”
Essa talvez seja a pergunta mais importante de todas.
Porque governo não é discurso.
Governo é resultado.
2027 poderá ser o momento em que o Brasil descobrirá quanto custa transformar promessa em política pública sem que a matemática acompanhe a propaganda. Competência para administrar deveria estar acima de qualquer paixão política, pois o equilíbrio das contas públicas é um fator preponderante para garantir o custo de vida de todos os brasileiros. Cadê o dinheiro que estava aqui? Será que foi desviado? E agora, quem paga a conta? Lula decretou sigilo de 100 anos.
Luiz Fernando Alfredo

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