Paralisação dos garis mantém coleta suspensa e gera transtornos em Belo Horizonte
gazetadevarginhasi
21 de jan.
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fonte: itatiaia
No terceiro dia de paralisação dos garis, Belo Horizonte segue enfrentando acúmulo de lixo em diversas regiões da cidade nesta quarta-feira (22). A greve dos trabalhadores contratados pelo Sistema de Limpeza Urbana (SLU) mantém a coleta suspensa em pelo menos três regionais da capital mineira, o que tem gerado transtornos à população.
Bairros das regiões Noroeste, Nordeste e Leste estão entre os mais afetados. Na região Noroeste, a situação foi registrada no bairro Padre Eustáquio, onde, por volta das 6h30, a Rua Padre Eustáquio apresentava grande quantidade de lixo espalhada pelas calçadas, próximo a residências e estabelecimentos comerciais. O mesmo cenário foi observado nas ruas Pará de Minas e Itajubá, com resíduos acumulados em vários pontos.
Diante da suspensão da coleta, moradores relatam que têm optado por manter o lixo dentro de casa, reforçando o acondicionamento para tentar conter o odor. Ainda assim, o mau cheiro já é perceptível, principalmente nas primeiras horas do dia. A situação tende a se agravar com o início das chuvas em alguns trechos da cidade, o que pode contribuir para o espalhamento dos resíduos.
Além da região Noroeste, moradores das regiões Nordeste e Leste também relatam problemas, com registros de acúmulo de lixo em bairros como São Geraldo, Coração Eucarístico, João Pinheiro, Dona Clara, São Gabriel, Padre Eustáquio e Magnólia.
Em alguns locais, o volume de resíduos ocupa totalmente as calçadas, obrigando pedestres a caminhar pela via e aumentando o risco de acidentes e atropelamentos. Moradores também apontam que catadores rasgam os sacos em busca de materiais recicláveis, o que acaba espalhando ainda mais o lixo.
“Realmente essa situação dos garis está complicada. Não estou reclamando em relação a salário, mas os catadores resgatam lixo e acabam espalhando mais. Tem muito lixo espalhado na região toda, praticamente todas as ruas estão assim”, disse Faustro Silveiro, morador da região.
Para tentar solucionar o impasse, uma reunião foi marcada para as 8h30, na sede da empresa Sistema de Serviços Urbanos (SLU), no bairro São Gabriel. O encontro deve contar com a participação do sindicato da categoria, representantes da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), da empresa e do Ministério Público do Trabalho.
Segundo os trabalhadores, a paralisação ocorre em razão de reivindicações por melhores condições de trabalho, como caminhões em bom estado, equipes completas nas rotas e mais segurança durante a coleta. A categoria também cobra plano de saúde, regularização de direitos trabalhistas e o fim da sobrecarga de serviço.
Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que não há atraso nos repasses às empresas responsáveis pela coleta e que um plano de contingência foi montado para minimizar os impactos da paralisação. De acordo com a PBH, mais de 300 garis e quase 50 caminhões foram mobilizados de forma emergencial para atender as áreas mais afetadas.
A empresa Sistema afirmou que foi surpreendida pela paralisação, declarou que não recebeu comunicação prévia nem pauta formal de reivindicações e considera o movimento irregular. A empresa acrescentou que reorganizou as rotas de coleta de forma emergencial.
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