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Paralisação na Midea em Pouso Alegre reúne trabalhadores após denúncia de agressão e gera tensão na fábrica

  • 25 de jun.
  • 2 min de leitura

Reprodução
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Uma paralisação mobilizou cerca de 1.200 trabalhadores da fábrica da Midea em Pouso Alegre (MG) na terça-feira (23), após uma denúncia de agressão física contra um funcionário do setor de qualidade. Segundo informações do sindicato da categoria, o trabalhador teria sido atingido com socos nas costelas e com uma borracha de vedação, conhecida como “gaxeta”, por um gerente estrangeiro.
A manifestação ocorreu na porta da unidade e foi marcada por protestos, indignação e forte mobilização dos trabalhadores ao longo do dia. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Pouso Alegre, o episódio teria sido o estopim da paralisação, que também trouxe denúncias relacionadas a casos de assédio moral e a condições de trabalho consideradas precárias pela categoria.
A tesoureira do sindicato, Cristiane Aparecida dos Santos, afirmou que o caso ultrapassava a discussão sobre assédio moral e classificou o episódio como uma situação grave envolvendo agressão física. Em sua declaração, ela relatou que o trabalhador teria sido atingido enquanto exercia suas funções e destacou a gravidade do ocorrido na avaliação da entidade sindical.
O presidente do sindicato, Francisco Pereira, conhecido como Piauí, relatou que a paralisação havia começado ainda pela manhã e afirmou que existia indicativo de greve caso não fossem adotadas medidas consideradas necessárias pela categoria. Segundo ele, a denúncia partiu de um áudio de um trabalhador relatando a agressão durante a atividade produtiva, o que motivou a mobilização e a reação dos funcionários ao longo do dia.
Em nota, a Midea informou que tomou conhecimento das denúncias e que havia adotado medidas internas para apuração dos fatos, com o afastamento preventivo do envolvido enquanto o caso era investigado. A empresa reforçou ainda que não compactua com qualquer forma de violência, assédio ou conduta incompatível com seus valores, código de conduta e políticas internas.
O sindicato afirmou que seguia aguardando providências e não descartava a continuidade da paralisação ou até mesmo a deflagração de uma greve nos dias seguintes, dependendo do andamento das apurações e das respostas apresentadas pela empresa.

Gazeta de Varginha

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