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Pesquisa diversifica cultivo de uvas e fortalece vinhos de inverno no Sul de Minas

  • gazetadevarginhasi
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura
Pesquisa diversifica cultivo de uvas e fortalece vinhos de inverno no Sul de Minas
Divulgação
Novas cultivares ampliam e diversificam produção de vinhos de colheita de inverno em Minas.

Pesquisas conduzidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) ampliaram as possibilidades da vitivinicultura no estado ao indicar novas cultivares adaptadas ao sistema de colheita de inverno. Os estudos apontam que nove variedades de uvas apresentam desempenho produtivo e enológico satisfatório sob o manejo de dupla poda, técnica que permite a colheita no período de inverno.

O método, adaptado pela Epamig, consiste na realização de duas podas anuais, o que desloca o ciclo produtivo da videira, fazendo com que a maturação e a colheita ocorram em meses mais secos e com maior amplitude térmica, condições favoráveis à qualidade das uvas e dos vinhos.

Segundo a pesquisadora da Epamig, Cláudia Souza, o objetivo do estudo foi diversificar a produção dos vinhos de inverno, que até então se concentrava, principalmente, nas variedades Syrah e Sauvignon Blanc. “Havia uma grande demanda por novas opções de cultivares para atender diferentes perfis de consumidores”, destacou.

Os estudos tiveram início em novembro de 2015, com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Em parceria com a vinícola Casa Geraldo, foi implantado um vinhedo experimental no município de Andradas, no Sul de Minas, onde as variedades foram avaliadas ao longo de cinco safras, entre os anos de 2018 e 2022.

Ao todo, foram analisadas 12 cultivares, sendo oito tintas e quatro brancas, provenientes majoritariamente da França. Todas as uvas brancas apresentaram bom potencial agronômico e enológico e foram recomendadas para o cultivo de inverno. São elas: Vermentino, Muscat à Petits Grains Blanc, Viognier e Marsanne.

Entre as variedades tintas, foram consideradas aptas para o manejo de dupla poda as cultivares Tempranillo, Grenache, Touriga Nacional, Marselan e Mourvèdre. Já as uvas Carménère e Petit Verdot não demonstraram viabilidade para a colheita de inverno devido à baixa produtividade observada nos vinhedos. A variedade Syrah foi utilizada como controle durante os experimentos.

De acordo com o pesquisador da Epamig, Francisco Câmara, os resultados são fruto de um longo período de avaliação. “Foram cerca de sete anos de estudos para verificar se as cultivares respondem bem à dupla poda. Buscamos variedades vigorosas, produtivas e com boa qualidade de uva e vinho. Os resultados nos deram segurança para a recomendação”, afirmou.

Entre as variedades avaliadas, a Marselan se destacou. Segundo os pesquisadores, a uva tinta francesa apresentou boa brotação, elevada produtividade e excelente potencial de acúmulo de açúcar, variando entre 23 e 25 graus Brix, além de manter níveis adequados de acidez, características importantes para a elaboração de vinhos de qualidade.

Os resultados da pesquisa já vêm sendo aplicados na prática por produtores da região. Variedades como Merlot, Cabernet Sauvignon, Tempranillo e Marselan já estão sendo utilizadas na produção de vinhos de colheita de inverno por meio do manejo da dupla poda.

Para a Epamig, a expectativa é que as novas cultivares ampliem o portfólio de vinhos produzidos no estado e fortaleçam o setor vitivinícola. “Queremos ver esses resultados chegando ao mercado e ao consumidor, o que representa uma grande oportunidade para os produtores”, ressaltou Francisco Câmara.
Fonte: AgMinas

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Gazeta de Varginha

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