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Petrobras estuda entrada no setor nuclear com projeto de reator modular no Rio

  • há 14 minutos
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Petrobras estuda ingressar no setor de geração de energia nuclear por meio da instalação de um pequeno reator modular, conhecido pela sigla SMR (Small Modular Reactor), em uma refinaria localizada no estado do Rio de Janeiro. O projeto faz parte da estratégia da estatal para reduzir as emissões de carbono associadas ao consumo de eletricidade em suas operações industriais.

Segundo informações o reator em estudo teria capacidade instalada de aproximadamente 300 megawatts (MW). Em um primeiro momento, a energia produzida seria destinada ao abastecimento das operações da refinaria, substituindo parte do consumo proveniente de fontes fósseis e contribuindo para as metas de descarbonização da companhia.

A iniciativa também contempla possibilidades de utilização da tecnologia em operações offshore no futuro. Entre os cenários avaliados pela estatal está o emprego desses reatores para fornecer energia a plataformas de petróleo e navios-plataforma (FPSOs), reduzindo o consumo de combustíveis convencionais nas atividades de exploração e produção em alto-mar.

De acordo com fontes envolvidas nas discussões, as negociações já se encontram em estágio avançado. A Petrobras mantém reuniões com a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear para discutir os aspectos regulatórios e os requisitos necessários para a implementação do empreendimento. Paralelamente, a companhia também negocia acordos e parcerias com grandes empresas do setor nuclear internacional.

Os pequenos reatores modulares são apontados por especialistas como uma das principais apostas da nova geração da energia nuclear. Diferentemente das usinas convencionais, esses equipamentos exigem investimentos iniciais menores, possuem construção modular e podem ser instalados próximos a grandes consumidores industriais, oferecendo maior flexibilidade operacional.

O movimento ocorre em um momento de renovado interesse pela energia nuclear no Brasil e no mundo, impulsionado pela busca por fontes de energia de baixa emissão de carbono capazes de fornecer geração contínua e estável, independentemente das condições climáticas. Nos últimos meses, outros projetos envolvendo reatores modulares também passaram a ser analisados no país, incluindo iniciativas nos setores elétrico e industrial.

Caso avance, o projeto marcará a entrada da Petrobras em um segmento até então fora de sua atuação tradicional e poderá representar uma mudança importante na estratégia energética da estatal para as próximas décadas.

Gazeta de Varginha

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