PF apreende esmeraldas avaliadas em mais de R$ 160 milhões na casa de influenciador investigado por lavagem de dinheiro
16 de out. de 2025
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A Polícia Federal apreendeu duas pedras gigantes identificadas como esmeraldas na casa do influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, preso nesta terça-feira (14) durante operação contra um esquema internacional de lavagem de dinheiro. Segundo os agentes, as pedras estavam acompanhadas de um certificado de autenticidade que as avaliava em US$ 323 milhões, o equivalente a mais de R$ 1,7 bilhão. No entanto, a estimativa real aponta que o valor de mercado seria de aproximadamente US$ 30 milhões, cerca de R$ 160 milhões. As esmeraldas passarão por perícia técnica.
A operação resultou em 11 prisões – dez no Brasil e uma na Alemanha – e no cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão em quatro estados. A investigação da PF apura a movimentação de dinheiro obtido a partir do tráfico internacional de drogas, utilizando criptomoedas, plataformas de apostas online e empresas de fachada para lavar os recursos ilícitos.
Na casa de Buzeira, que possui mais de 15 milhões de seguidores nas redes sociais, os policiais também apreenderam carros de luxo, armas, dinheiro em espécie, joias e documentos. Um dos alvos da operação é o empresário e contador Rodrigo Morgado, acusado de ser o principal articulador do esquema financeiro que lavava os recursos por meio de sua rede de empresas e influenciadores digitais. Em sua residência no litoral paulista, foi apreendida uma McLaren avaliada em R$ 5 milhões.
O casal de influenciadores Tácio Costa, conhecido como T10, e Ingrid Ohara também foram presos. De acordo com as investigações, Ingrid teria recebido R$ 9,4 milhões em um período de um ano, fruto de 23 transações bancárias realizadas por Morgado.
A Justiça Federal determinou ainda o bloqueio de R$ 630 milhões em bens e valores pertencentes à organização criminosa investigada. A defesa de Buzeira alegou que todas as movimentações financeiras entre ele e Morgado foram realizadas dentro da legalidade, mediante contrato de prestação de serviços. A defesa de Morgado afirmou que ele atuava exclusivamente como contador. Os representantes legais de Tácio Costa e Ingrid Ohara não se manifestaram até o momento.
As prisões são preventivas e por tempo indeterminado. As investigações seguem em andamento com o objetivo de aprofundar a conexão entre os investigados e o tráfico internacional de drogas, bem como o uso de bens de alto valor, como as esmeraldas, para ocultar patrimônio ilegal.
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