Polícia prende quadrilha que usava drone pra jogar drogas e celulares em presídio de Minas Gerais
23 de ago. de 2023
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Foto: PCMG/ Divulgação
Cinco pessoas foram presas durante a ‘Operação Catapulta’, executada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nessa última segunda-feira (21). Elas são suspeitas de integrarem uma quadrilha envolvida com o tráfico de drogas e que, inclusive, utilizaria drones para entregar o material e celulares dentro de um presídio na região metropolitana de Belo Horizonte.
As prisões foram executadas no bairro Imbiruçu, em Betim, e no Palmital, em Santa Luzia. De acordo com informações divulgadas pela PCMG, as investigações, coordenadas pela equipa da 2ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, unidade vinculada ao Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), mostram que os suspeitos atuavam na venda de maconha e no refino e comercialização de cocaína.
Ainda segundo a polícia, o líder do grupo seria um homem de 27 anos, que está preso em uma unidade do sistema prisional. Ele é suspeito de coordenar o abastecimento de vários bairros de Santa Luzia (Conjunto Palmital, São Benedito Industrial Americano e Petrópolis) e de Betim (São Caetano, PTB, Imbiruçu e Santa Cruz).
O rapaz foi preso após a apreensão de grande quantidade de drogas, armas de fogo e insumos para refino em outra ocasião.
Já o responsável pelo refino de cocaína, assim como pela distribuição e gerência dos pontos de venda de drogas da organização criminosa, é um indivíduo de 21 anos, preso na operação dessa segunda-feira.
Durante a ação, foram apreendidos três veículos, uma motocicleta, uma barra de cocaína, produtos químicos utilizados no refino da droga, 93 pinos de cocaína prontos para a distribuição, celulares, dinheiro e uma prensa hidráulica.
RIBEIRÃO DAS NEVES
Outro caso semelhante aconteceu na semana passada em Ribeirão das Neves, também na Grande BH. Um grupo suspeito de fornecer drogas e outros materiais proibidos para presídios foi alvo de uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na última quinta-feira (17).
As drogas, segundo os investigadores, chegaram às unidades prisionais com o auxílio de drones. Três pessoas foram presas durante a operação, chamada de “Muralha”.
De acordo com a Polícia Civil, um dos presos era suspeito de pilotar o drone. Ele recebia uma quantia de R$ 800 por cada viagem feita com o equipamento. Um outro preso é investigado por ser o financiador e contratante do operador do drone. O terceiro suspeito, conforme a polícia, era responsável por montar os pacotes com as drogas e levá-lo ao responsável por pilotar o drone.
Além das prisões, a polícia cumpriu quatro mandados de busca e apreensão durante a operação. Os trabalhos foram coordenados pela 2ª Delegacia em Ribeirão das Neves, com o apoio da 1ª e 3ª Delegacias em Ribeirão das Neves, bem como da Delegacia Especializada de Homicídios (DEH), da Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (Deam) e da 3ª Delegacia Regional em Ribeirão das Neves.
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